Servidores, trabalhadores de estatais e do setor privado dizem não às reformas de Temer


“Estamos enfrentando um dos maiores desafios para os trabalhadores e temos que, de forma radicalizada, buscar a necessária unidade para juntos barrarmos as reformas capitalistas de Temer. Daí  a importância de construirmos uma nova greve geral, como a de 28 de abril”. Em tom de desabafo, a declaração do professor Roberto Simões, da rede pública de educação, resumiu o sentimento dos milhares de trabalhadores que ocuparam o Centro do Rio na noite desta sexta-feira (10), como parte do Dia Nacional de Protestos, Lutas e Paralisações contra as reformas trabalhista e previdenciária e o desmonte de estatais (foto).

Concentrados na Cinelândia, servidores da saúde, educação, universidades públicas, Casa da Moeda, Ministério do Trabalho, INSS e Fundação Oswaldo Cruz, além de petroleiros, Comlurb, Cedae, bancários, eletricitários e comerciários, entre várias outras categorias, percorreram a Av. Rio Branco em passeata até a Cinelândia.

Ao longo de todo o trajeto, os oradores que se revezaram no carro de som expressaram forte indignação, sobretudo  com a reforma trabalhista, que altera cerca de 100 artigos da CLT, reduzindo salários, permitindo jornadas diárias superiores a 12 horas e o trabalho de gestantes em situações de risco para o bebê, além de demissões em massa e terceirizações em todas as etapas de uma empresa e do próprio serviço público.

Luta para derrubar as reformas

“Derrubar essas reformas é decisivo para o avanço das lutas da classe trabalhadora. Elas significam o aumento da exploração, que é a estratégia sempre usada pelos capitalistas em momentos de crise. É a mesma lógica que a Petrobrás está utilizando nas negociações do ACT deste ano. Não podemos aceitar a perda de direitos”, afirmou o petroleiro Coaracy Guimarães, da direção do Sindipetro-RJ.

“Continuaremos a lutar pela anulação da reforma trabalhista e pelo arquivamento da reforma previdenciária. Além de tirar direitos, essas reformas matam os trabalhadores. Em Caxias, por exemplo, estamos sem pagamento há 3 meses e uma servidora morreu recentemente porque já não tinha nenhuma condição de sobreviver, estava passando fome. Com a reforma, tudo isto vai piorar. Temos que reagir”, afirmou Lenyr Claudino (Leninha), servidora da saúde e dirigente do Sindsprev/RJ.

“Estamos num verdadeiro caos, com colegas sendo mandados embora e com pagamentos atrasados. Recentemente, mais de 100 profissionais foram demitidos. Eram pessoas que trabalhavam para a ONG Viva Rio”, protestou a agente comunitária de saúde (ACS) Regina Célia Moreira Machado, vinculada ao município do Rio. A ONG Viva Rio intermedeia a contratação de mão de obra para hospitais e postos da rede municipal.

Também participaram da manifestação representantes de CSP Conlutas, CUT, CTB, Força Sindical, UGT, UJC, Asfoc, Movimento SOS Emprego, Movimento Nacional de Luta por Moradia, MST, Movimento Marxista 5 de Maio, PSTU, PSOL, PT, PCdoB, PCB, MAIS e NOS (Nova Organização Socialista), entre outras organizações políticas.

 

 

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