Se não tiver avanço, é Greve dia 29/11

A empresa chamou a FNP para negociação hoje, terça, apesar de ter dito na última reunião que não apresentaria nova proposta. Com certeza a decisão da categoria pela greve pressionou a empresa. Mas os petroleiros e petroleiras não vão recuar se a empresa não melhorar a proposta e prorrogar o atual ACT até o final da negociação para garantir que não tenhamos suspensão dos atuais direitos até lá. A categoria está em assembleia permanente e é fundamental manter a mobilização e intensificar as atividades de preparação da greve, com assembleia e concentração nas unidades.

TEMOS DIREITO DE GREVE E É LEGÍTIMO EXERCÊ-LO! – A Constituição Federal prevê em seu art. 9º: ”É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”.

É por isso que realizamos assembleias e a empresa deve respeitar nossa decisão, cabendo a nós, trabalhadores, definir nossa pauta. O parágrafo § 1º do art. 9 diz que: “A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento de necessidades inadiáveis da comunidade”. A lei 7.783/89 regula o direito de greve. Nosso sindicato, seguindo essa lei, informou com mais de 72h de antecedência a empresa sobre o movimento de greve. O sindicato cumpriu os trâmites, se colocando à disposição para negociação da equipe de contingência para serviços essenciais.

EMPRESA DEVE RESPEITAR O NOSSO DIREITO DE GREVE! – Fazemos greve porque é nosso direito fazer e porque se esgotou outras tratativas. Assim como é nosso direito fazer, é importante saber que o empregador poderá descontar o dia. Mas garantir um direito é muito mais importante que um possível desconto. No entanto, a empresa deve respeitar nosso direito. Não pode punir, assediar, nem descontar com reflexos (incidindo em Férias, FGTS e Petros) porque o direito de greve é constitucional e só pode haver punição se a Justiça julgar abusividade da greve. Os descontos sempre são negociados com a empresa e geralmente só saímos da greve após a empresa se comprometer com o não desconto. Mas isso depende da luta e da pressão do trabalhador.

GREVE É O MAIOR INSTRUMENTO DE PRESSÃO QUE O TRABALHADOR TEM – “Nossas conquistas vêm do nosso movimento”, diz o lema da empresa. E nisso concordamos. Nada cai do céu. A greve é uma forma de demonstrar aos empregadores que eles precisam de nós. A melhor forma de demonstrarmos isso é parando nossa atividade. É uma forma de dizer: “Vocês precisam nos ouvir!”. A greve geral de 28 de abril fez o governo recuar quanto à reforma da previdência. Depois veio a greve dia 30 de junho contra a reforma trabalhista, que infelizmente não deu certo por conta de centrais majoritárias mais preocupadas com negociar com Temer a manutenção do imposto sindical que não mobilizaram a fundo.

Enfim, a reforma trabalhista passou. Os maiores exemplos foram as greves de categorias. A greve dos correios neste ano conseguiu a manutenção dos seus direitos, após muita luta. Em todas as metalúrgicas onde os trabalhadores fizeram greve, conquistaram seus reajustes e a manutenção dos direitos. Todos às assembleias de organização da greve hoje (28), 12h30, no Ventura, Edise e Edisen.

AS ASSEMBLEIAS CHEIAS DEIXARAM CLARO: A CATEGORIA NÃO ACEITA PERDER DIREITOS!

Entre os pontos fundamentais que precisam ser resolvidos estão:

– Corte da hora extra de 100% para 75%;

–  Imposição de vale alimentação/refeição como substituto do auxílio almoço;

–  Gratificação de férias transformada em abono;

– Benefício Farmácia sem cobertura integral;

– Atual proposta de equacionamento da Petros.

Se você não concorda com esses pontos da proposta da empresa, entre outros, demonstre sua insatisfação. Pare na porta da empresa no dia 29. É um movimento pacífico em prol dos nossos direitos.

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