Assembleias aprovam Greve dia 29/11

A indignação foi a tônica das assembleias que se encerraram ontem nas bases do Rio de Janeiro, em participação crescente. A categoria petroleira rejeitou quase por unanimidade (889 a 1 e 5 abstenções) a proposta apresentada pela Petrobrás, que reduz a abrangência da AMS e do Benefício Farmácia, além de insistir em um reajuste de 1,73%, quando o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central em 23/10, indicou uma estimativa da inflação em 3,06% para este ano. Não só no Rio, mas em todas as bases do país, a proposta de retirada de direitos mobilizou os trabalhadores, que aprovaram greve por tempo indeterminado a partir do dia 29, próxima quarta-feira.

Na próxima segunda, dia 27, a plenária de organização da greve acontece no Sindipetro-RJ a partir das 17h30. No Cenpes, a assembleia da unidade marcou a assembleia de organização da greve para esta quinta-feira (23), 11h30, e propôs incorporar à contraproposta da FNP as reivindicações relativas ao PAE, ao embarque eventual e ao adicional de transferência, além de retomar a exigência ao afastamento de João Elek.

Ao desmonte da Petrobrás, conduzido por Pedro Parente e Michel Temer, soma-se o lobby das empresas petrolíferas do Reino Unido, segundo denúncias divulgadas no último final de semana, resultando no afrouxamento das regras tributárias, ambientais e de conteúdo local, além de questionáveis “parcerias” com a Petrobrás, com graves consequências para os trabalhadores da empresa e para o país. Petroleiros e petroleiras sabem disso e estão unidos para resistir.

Vamos construir a greve nacional petroleira

A FNP, mostrando disposição em manter o diálogo com a Petrobrás, construiu uma lista de reivindicações que preserva direitos fundamentais da categoria. A contraproposta foi aprovada nas assembleias e será entregue ao RH da empresa.

A empresa sequer estendeu os direitos do atual acordo coletivo até o final da negociação, como é de praxe em todos os anos. As reuniões de negociação não avançaram e os trabalhadores não vão aceitar terem seus direitos rasgados. Só a mobilização poderá reverter a situação. A revolta dos petroleiros é em todo o país. Não só nas bases da FNP, mas também nas da FUP, onde a proposta da Petrobrás também foi rejeitada. É a hora de sairmos do discurso e passarmos para a unidade real dos calendários de luta.

A FNP já enviou à FUP desde setembro convite para reunirmos todos os sindicatos para a construção de uma greve nacional contra: a venda de ativos, a proposta de equacionamento da Petros e a retirada de direitos. E reforçou o convite nesta quarta, dia 22.

Os petroleiros precisam realizar uma greve forte, nacional e unificada, que derrote a direção da empresa e o governo. Para isso é necessária a unidade entre os trabalhadores das diversas bases, e também com os petroleiros terceirizados e das subsidiárias.

Mobilizações em outros setores

Diversas categorias estão mobilizadas, resistindo aos retrocessos que estão sendo impostos. Os trabalhadores da EBC iniciaram greve dia 14. Comerciários do Rio aprovaram mobilizações inéditas na categoria. Outros setores organizam ações nos próximos dias. Servidores públicos de todo o país fazem uma grande marcha a Brasília na próxima terça-feira (28), pela anulação da reforma trabalhista, pelo arquivamento da proposta de reforma previdenciária, contra a privatização dos serviços públicos e estatais.

Convocada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), CSP Conlutas, CUT e CTB, a marcha também tem, entre seus eixos, a luta pela revogação da Emenda Constitucional 95 (que congelou o orçamento da União por 20 anos) e contra a MP 805/2017 (que aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14% e adia para 2019 os reajustes salariais do funcionalismo público). Já confirmaram presença servidores de universidades públicas, saúde assistência social, receita federal, cultura e judiciário, além de categorias do setor privado.

No Estado do Rio, servidores da saúde estadual, segurança publica, Uerj, Faetec e judiciário continuam mobilizados pelo pagamento integral de todos os salários atrasados, incluindo o décimo-terceiro de 2016. Os trabalhadores também reivindicam concurso público e fim das terceirizações.

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