Calote a trabalhadores terceirizados da parada de manutenção da UTE-BLS/BF continua

Por Antony Devalle

Mesmo tendo prometido que pagaria seus trabalhadores antes do carnaval, a LDM e a Profmont continuam devendo, apesar destes trabalhadores estarem participando da parada de manutenção da UTE-BLS/BF, em Seropédica. O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro tornou a conversar a respeito com a hierarquia da usina, reforçando que a situação é inadmissível.

Os representantes da termoelétrica disseram que aplicarão uma notificação de multa à LDM e que liberarão o pagamento de uma medição do contrato da Profmont, que já teria feito a parte do serviço correspondente. Ainda segundo a hierarquia da usina, a Profmont teria encerrado o contrato de 30 a 40 dos seus trabalhadores que estavam atuando na parada de manutenção e cujas tarefas já foram terminadas, tendo quitado os salários e demais direitos trabalhistas desses indivíduos. O Sindicato ressaltou que é importante que isso seja formalmente documentado. De acordo com a gerência da planta, a estimativa é que a Profmont pague os trabalhadores que ainda estão na obra na semana que vem. Ou seja, mesmo que assim ocorra, terá sido com muito atraso, tendo em vista que a parada de manutenção está sendo realizada desde janeiro. Em última instância, na visão do Sindipetro-RJ, esse atraso também deveria ser pago, por meio de juros, pois os trabalhadores, que, em geral, já sobrevivem no limite financeiro, não têm alívio dos credores e dos comerciantes no que diz respeito as suas contas e compras básicas, e esses ou não lhes vendem fiado ou cobram as contas com juros.

Pelo menos grande parte dos trabalhadores terceirizados da parada de manutenção continuam sem ir à usina porque continuam sem receber. O Sindicato enfatizou a importância desses trabalhadores não sofrerem qualquer desconto relativo aos dias parados. A partir da cobrança do Sindicato, a hierarquia local também afirmou que tem dinheiro dos contratos retido. Ainda que a Petrobras costume colocar muitos obstáculos para utilizar concretamente dinheiro retido de contratos para pagar terceirizados cujas empresas deram o calote, esse dinheiro pode ser utilizado para isso. Mesmo com o empenho dos empregados da manutenção próprios da Petrobras na usina para avançar com as tarefas da parada de manutenção, a justa paralisação dos terceirizados que estão sem receber seus salários tem impactado no cronograma das atividades. A redução do efetivo próprio imposta pela alta hierarquia privatista da Petrobras é certamente parte do problema.

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