Contra o desmonte da Petrobrás e Fora Walter Mendes! Faixa EDISEN

Contra o desmonte da Petrobrás e Fora Walter Mendes!

Centenas de petroleiros ativos e aposentados realizaram nesta quarta-feira (4) um ato em frente ao EDISEN, Centro do Rio, em que protestaram contra o desmonte do sistema Petrobrás cuja direção comandada por Pedro Parente já opera um conjunto de medidas como:

A hibernação de duas fábricas de fertilizantes, as FAFENs da Bahia e Sergipe; a venda de 25% do refino no Brasil representadas pelas refinarias Alberto Pasquallini (RS) e Landulpho Alves (BA), além das respectivas redes de dutos e terminais; venda de blocos do pré-sal e de campos de bacias de alta produtividade (Campos e Santos); a retirada de direitos de trabalhadores ativos e aposentados do sistema; desmonte do fundo de pensão Petros, impondo um equacionamento de R$27,7 bi; desmonte da AMS e Benefício Farmácia.

O diretor do Sindipetro-RJ, Luiz Mário ressaltou, durante o Ato em frente ao Edificio SENADO, que os que estao destruindo a Petrobrás agem em benefīcio próprio e contra os brasileiros.

Posted by Sindipetro-RJ on Wednesday, April 4, 2018

E para atualizar o “Feirão do Parente”, pois a cada semana temos o anúncio da venda de algum ativo, segundo informações do jornal Correio do Estado, o grupo russo Acron comprou a unidade inacabada (82% concluída) da FAFEN (UFN 3) de Mato Grosso do Sul, localizada na cidade de Três Lagoas. O Brasil é o 4º maior consumidor de fertilizantes do mundo. Vale lembrar que Pedro Parente conhece bem o setor de agronegócio, pois entre os anos de 2010 e 2014 foi o principal executivo da Bunge no Brasil, gigante multinacional holandesa do agronegócio que tem o seu controle acionário pulverizado na Bolsa de Valores de Wall Street em mãos de empresas e fundos americanos.

“Essa luta contra o desmonte é de todos os petroleiros e brasileiros, pois a Petrobrás é uma empresa do povo brasileiro. A empresa não foi criada em gabinete, ela foi criada na rua em uma luta que durou muitos anos com a campanha do “Petróleo é Nosso”. Se essa companhia existe como um gigante que gera milhares de empregos e que contribui par ao desenvolvimento do país, isso foi graças à mobilização da população. E agora essa mesma população precisa se mobilizar novamente para que o Pedro Parente e seu grupo tirem a mão da Petrobrás!” – disse o petroleiro aposentado Silvio Sinedino, presente no ato.

O ato também exigiu a saída do presidente da Petros, Walter Mendes, que ao assumir em fevereiro de 2017, a direção do fundo de pensão, encontrou um déficit de R$ 22 bi, e que agora, após pouco mais de um ano, cobra dos ativos e inativos  um equacionamento para cobrir um rombo de quase R$ 28 bi.

Posted by Sindipetro-RJ on Wednesday, April 4, 2018

 

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