Com críticas ao recuo e à conciliação, trabalhadores reafirmam luta contra a reforma da previdência

Servidores públicos e categorias do setor privado (como petroleiros, comerciários, metalúrgicos e bancários) ocuparam o centro do Rio na noite desta terça (5/12), dia da Greve Nacional contra a reforma previdenciária do governo Temer (PMDB). Concentrados na Candelária, os trabalhadores foram em passeata até a Cinelândia, num ato marcado por duras críticas não apenas à proposta de reforma previdenciária, mas também às Medidas Provisórias (MPs) 805 (que congela reajustes salariais do funcionalismo) e 808 (que aprofunda o corte de direitos previsto na nova lei trabalhista).

“Temos que lutar em defesa do Sistema Único de Saúde, dos serviços públicos, gratuitos e universais e contra a privatização. Para isso temos que construir a greve geral porque a greve geral é o caminho. É isso o que temos de fazer”, afirmou a servidora pública Maristela Farias.

Críticas ao recuo das centrais pelegas

Antes e durante o trajeto pela Av. Rio Branco, os oradores que se revezavam no carro de som também criticaram o recuo de CUT, Força Sindical, UGT e outras centrais pelegas, que na última sexta (1/12) desmarcaram a Greve Nacional alegando que o governo Temer ‘não mais votaria a reforma da previdência no dia 6/12’. “A reforma trabalhista já foi um brutal ataque que nos coloca em regime de constante precariedade. Precisamos combater a reforma previdenciária e continuaremos na luta. Por isso dizemos não a esses governos e estamos aqui, como dirigentes de base, contra essas centrais pelegas que fizeram acordo para esvaziar a greve”, afirmou a representante do Andes-SN, Lorene Figueiredo.

No mesmo dia em que CUT, Força Sindical e centrais pelegas recuaram da Greve Geral, dezenas de entidades representativas dos trabalhadores, lideradas pela CSP Conlutas, repudiaram a tentativa de desmobilização e mantiveram-se firmes nas atividades do dia 5/12. A FNP foi uma das entidades que lançou manifesto para repudiar a conciliação de CUT e Força Sindical com o governo Temer.

Repúdio à PEC que criminaliza aborto

Outro projeto criticado pelos manifestantes e lembrado em algumas faixas e cartazes foi a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 181, que criminaliza o aborto em todas as situações, até mesmo nos casos de estupro. A PEC está em tramitação no Congresso Nacional e vem sendo repudiada nacionalmente por inúmeros coletivos de mulheres e organizações progressistas.

Participaram da manifestação desta terça (5/12) servidores das universidades públicas federais e estaduais, da educação, do judiciário, Cedae, Incra, Fiocruz, Químicos e Farmacêuticos de Niterói, IBGE, além de organizações como Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, CUT-RJ, CTB, UJS, ANEL, Levante Popular, MM5 e partidos como PSTU, PSOL, PCB, PT e PCdoB.

 

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