Direção da Petrobrás acelera fatiamento da empresa

Na linha de aprofundar e intensificar sua política de privatizações fatiadas e vendas de ativos, a direção da Petrobrás já estaria em conversas com a sócia Mitsui para, até o primeiro semestre de 2020, acelerar a venda de sua participação na Gaspetro. A Petrobrás também planeja recorrer ao mercado de capitais para se desfazer de suas participações na Braskem e em outros ativos, como usinas termelétricas, segundo informado pela agência Reuters e outros veículos.

A venda da Gaspetro e dos ativos citados deve se somar à possível privatização da refinaria Landulpho Alves (BA) e de poços em terra no nordeste, além dos arrendamentos das FAFENs e do Terminal de Regaseificação. Sem contar a intenção, já manifesta pela direção da empresa, de entregar parte significativa do mercado de refino brasileiro ao capital privado. O passo mais marcante, além da venda das malhas de gasodutos (NTS e TAG), foi a venda do controle da BR Distribuidora.

A Brasil Energia cita recente análise do Instituto Nacional de Estudos Estratégicos do Petróleo (Ineep) que considera que a venda da Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), em Manaus, pode levar à constituição de um monopólio privado, com grande volatilidade nos preços dos combustíveis e demissões na região. Segundo informado pela Agência Estado, a Petrobrás planeja ainda reduzir, de 30 para 20 milhões de metros cúbicos diários, a cota prevista no novo contrato de compra de gás natural da Bolívia. Em declaração ao jornal Valor Online, Castello Branco não escondeu que o objetivo é ‘abrir espaço ao setor privado’.

Enquanto isso, a indústria petrolífera (privada) pressiona para que seja adotado com urgência o modelo único de concessão para atividades de exploração e produção do Pré-Sal, em detrimento do modelo de partilha. Ao mesmo tempo, não é de hoje que o governo trabalha contra o regime de Cessão Onerosa. Tudo para entregar, com ainda mais facilidade, as reservas de petróleo brasileiras ao capital privado.

São muitos ataques simultâneos contra a Petrobrás e seus trabalhadores. Se continuarmos à espera de um “milagre eleitoral”, será tarde demais para fazer qualquer coisa. Reage, petroleiro!

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