Em menos de um ano, a segunda morte de mergulhador na P-33

O mergulhador Graciano Elvyis Silva, de 41 anos, morreu na madrugada da última quinta-feira (9/1), quando prestava serviços à plataforma P-33, da Petrobrás, na Bacia de Campos. Contratado da empresa Sistac – Sistemas de Acesso, ele começou a se sentir mal durante um mergulho e foi trazido de volta à embarcação de apoio. Após receber os primeiros socorros, contudo, o mergulhador não resistiu e morreu. Importante lembrar que, há menos de um ano, em março de 2019, outro mergulhador já havia morrido a bordo da P-33. Contratado da empresa Belov Engenharia, Walter Luiz dos Santos, de 39 anos, foi a óbito após passar mal durante um mergulho, segundo informado pelo site do Sindipetro-NF.

A Petrobrás informou que vai instaurar uma comissão de investigação para apurar as causas da morte de Graciano Elvyis Silva. É preciso investigar a fundo as causas desses e de outros óbitos, adotando medidas efetivas para evitar que aconteçam outras fatalidades. Uma empresa que alardeia tanto o “cuidar do outro” precisa romper de vez com a cultura, não declarada mas real, de só atuar efetivamente depois que alguém se acidenta ou morre.

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