Greve Nacional Petroleira é uma realidade que amedronta Governo Bolsonaro

Paralisações e protestos se intensificam e a Greve Nacional ganha corpo em vários estados

Contabilizada inicialmente em 12 estados, a greve na Petrobrás vem ganhando força e se expandindo a cada dia. Plataformas, refinarias, terminais e escritórios. Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, São José dos Campos (SP), Cubatão (SP), Rio de Janeiro e Norte Fluminense (RJ), Paraná e Rio Grande do Sul. São vários estados em mobilização, em 50 unidades da empresa, organizadas pela FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) e pela FUP (Federação Única dos Petroleiros).
Além de cobrar o cumprimento do atual ACT, uma das reivindicações dos petroleiros é que a direção da Petrobrás suspenda as demissões na ANSA, que afetarão mais de mil famílias, direta e indiretamente.
Ainda na quinta (6), o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, divulgou uma vídeo interno aos funcionários da empresa no qual faz um “singelo” pedido : “peço aos empregados que aderiram à greve que reflitam e retornem ao trabalho” – disse. Será que Castello refletiu sobre essas centenas de pessoas que está demitindo?

Quadro no Rio de Janeiro

Quadro nacional da greve dos petroleiros até sexta – 07/02

38 plataformas
11 refinarias
17 terminais
7 campos terrestres
5 termelétricas
3 unidades de processamento de gás
1 usina de biocombustível
1 fábrica de fertilizantes
1 fábrica de lubrificantes
1 fábrica de xisto
1 complexo petroquímico
3 bases administrativas

Extrato por estado

Amazonas
Terminal de Coari (TACOARI)
Refinaria de Manaus (REMAN)

Ceará
Plataformas – 09
Terminal de Mucuripe
Temelétrica TermoCeará
Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (LUBNOR)

Pernambuco
Refinaria Abreu e Lima (RNEST)
Terminal Aquaviário de Suape

Bahia
UO-BA – 07 áreas de produção terrestre
Refinaria Landulpho Alves (RLAM)
Terminal Madre de Deus
Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo
Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)
Sede administrativa da Base 61, polo de produção terrestre em São Mateus

Minas Gerais
Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)
Refinaria Gabriel Passos (REGAP)

Rio de Janeiro
Plataformas – 27
Terminal de Cabiúnas, em Macaé ( TECAB)
Terminal de Campos Elíseos (TECAM)
Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)
Refinaria Duque de Caxias (REDUC)
Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)
Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)
Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ)

São Paulo
Terminal de Guararema
Terminal de Barueri
Refinaria de Paulínia (REPLAN)
Refinaria de Capuava, em Mauá (RECAP)
Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (REVAP)
Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)
Plataformas – 02
Terminal de Alemoa
Terminal de São Sebastiao
Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)
Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)
Torre Valongo – base administrativa da Petrobras em Santos

Mato Grosso do Sul
Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná
Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR)
Fábrica de Xisto (SIX)
Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN-PR/ANSA)
Terminal de Paranaguá (TEPAR)

Santa Catarina
Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)
Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)
Terminal de Guaramirim (TEMIRIM)
Terminal de São Francisco do Sul (TEFRAN)
Base administrativa de Joinville (EDIVILLE)

Rio Grande do Sul
Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP)

Rio Grande do Norte
Polo de Guamaré, Base 34 e Alto do Rodrigues – mobilizações parciais

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