Informe sobre cobranças de recomposição do custeio da AMS

Petrobrás mantém interesses escusos por detrás da intenção não justificada de terceirizar a AMS

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), por meio de vídeos, matérias e documentos, vem denunciando à categoria petroleira os riscos e prejuízos de uma mudança no atual modelo de gestão da AMS, com a criação de uma associação para gerenciar o plano, como insiste a atual direção da Petrobrás.
Em meio à pandemia da COVID-19, a direção da companhia tenta convencer os beneficiários que as mudanças serão melhores para o plano de saúde.
A FNP e seus sindicatos deixam claro que não concordam com a cobrança extraordinária para recomposição da relação do custeio 70% x 30% da AMS, que foi anunciada pela Petrobrás. Essa obrigação deriva do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria, porém, é preciso que haja negociação entre as partes.
Além de exigir maior transparência com a gestão, solicitamos que esse pagamento fosse postergado para o ano de 2021 e fosse parcelado em mais vezes, considerando os efeitos da pandemia e a necessidade de se preservar as finanças pessoais nesse momento tão difícil. Mas, a direção da Petrobrás não aceitou a proposta e unilateralmente rompeu as negociações.
Portanto, caso a cobrança seja efetivada, sem a retomada das negociações, tomaremos as medidas necessárias para defender os interesses da categoria.

Governo e Petrobrás querem cobrar mais dos trabalhadores

Desde 2016 a empresa vem tentando aumentar a participação dos trabalhadores no custeio da AMS, buscando a paridade nas contribuições, ou seja, 50% x 50%. Essa intenção já foi externada mais uma vez em 2020, pela atual gestão da empresa.
Não vamos permitir a precarização e a retirada de direitos da AMS. Vamos garantir nosso direito a uma saúde digna para todos(as) trabalhadores (as) da ativa, aposentados/as e pensionistas.

Sindicato denuncia farsa

O Sindipetro-RJ já publicou uma matéria em que faz as avaliações preliminares com considerações que denunciam o discurso de falsa austeridade por parte da direção da empresa, de um foco que tenta vendar os olhos dos trabalhadores e da própria gestão em relação à realidade, de novas promessas de “eficiência”, mas que são precarização e que desdenham fortemente da gestão da AMS e seus resultados.

Desqualificamos os comparativos generalistas com o mercado, que não estratificam os planos que realmente têm o mesmo perfil da AMS e daí caberia alguma comparação, bem como que também sempre omitem totalmente a rentabilidade da Petrobrás e suas entregas de mais de R$ 240 bi ao acionista majoritário (sem falar dos lucros), tornando os gastos de AMS ( R$ 3,2 bi) proporcionalmente irrisórios (1,34%, ou seja 3,22/240 da entrega de impostos, contribuições, royalties e participações realizadas em favor dos Governos em 2019) em relação a qualquer plano do mercado privado ou de outras estatais.

Fonte FNP

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