Linha do tempo do SINDIPETRO RJ
  • 2014

    A Presidenta Dilma Rousseff durante Sessão Plenária do Fórum Econômico Mundial 2014 em Davos, Suíça, além de afirmar que “O meu governo não reprimiu, pelo contrário, ouviu e compreendeu a voz das ruas”, também defendeu como algo positivo as privatizações e o leilão de Libra:

    “Temos, em parceria com o setor privado, um programa de concessões em infraestrutura logística integrada, infraestrutura energética, social, infraestrutura urbana, que envolve centenas de bilhões de dólares (…) Os consórcios privados, que vêm participando desse processo de concessões e licitações, são integrados por grandes empresas nacionais e internacionais (…) Realizamos cinco leilões de rodovias (…) Fizemos concessões de seis grandes aeroportos para consórcios liderados por grandes operadoras internacionais. Adotamos um novo marco regulatório para o sistema portuário, permitindo a ampliação da participação privada na oferta dos serviços portuários (…)Foram autorizados, já, oito portos privados (…) Em 2014, autorizaremos novos terminais privados e iniciaremos os arrendamentos em portos públicos.
    Fizemos três licitações de petróleo e gás neste ano que passou. O grande marco, nessa área, foi o leilão do mega campo de Libra, vencido por um consórcio entre a Petrobrás e quatro grandes empresas petrolíferas (….) O campo de Libra tem reservas estimadas entre oito a doze bilhões de barris de petróleo (…) Com a exploração dos demais campos de potencial similar ao de Libra, o Brasil se tornará um significativo exportador de petróleo”.

  • 2014

    A defesa contra todas as formas de opressão produzidas pelo trabalho, no setor do petroleiro e derivados, sempre foi e sempre será a bandeira do SINDIPETRO-RJ.
    E a memória pode nos auxiliar nesta luta. Pois, a memória funciona como suporte para os sonhos e para a força da categoria.

  • 2013

    No dia 24 de setembro, o SINDIPETRO-RJ junto com os movimentos sociais armam um acampamento em frente ao edifício sede da Petrobrás (Edise), no Centro do Rio. O ato é para impedir o 1º Leilão do Pré-sal no campo de Libra.
    No dia 21 de outubro, apesar das imensas lutas, das bombas de gás lacrimogêneo, da repressão policial do lado de fora, no impo-nente Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, ocorre o Leilão de Libra. Dessa forma, parte importante do petróleo do Pré-sal foi leiloado para multinacionais e estatais chinesas, o único consórcio que se apresentou, que passa a controlar 60% de Libra. A Petrobrás fica com 40%. Apenas 10% a mais dos 30% obrigatórios que teria por lei.

  • 2013

    Manifestações contra o aumento da passagem tomam conta das ruas do Brasil. A indignação do povo com o alto custo de vida e os péssimos serviços públicos transforma esses protestos no maior ascenso popular desde o Fora Collor. No início, a Globo buscou desmoralizar os protestos, inclusive acusando o SINDIPETRO-RJ, que apoiou as manifestações. A resposta do sindicato foi defender que não nos furtávamos de apoiar as legítimas reivindicações do povo.

  • 2012

    O Sindipetro RJ participa da Comissão da Verdade, Memória e Justiça. Sua finalidade é identificar e esclarecer violações aos direitos humanos, perseguições, prisões, desaparecimentos, torturas, demissões e punições ocorridas no Sistema Petrobrás, durante a ditadura mi-litar empresarial brasileira.
    O governador Sergio Cabral tenta fechar a refinaria de Manguinhos por meio de decreto, afirmando que “Tributo só tem uma forma de pagar, pagando.” SINDIPETRO-RJ fica à frente da luta.

  • 2011

    Dilma Rousseff é eleita, a primeira mulher presidente do Brasil.

  • 2011

    Dezenas de petroleiros das extintas Interbrás e Petromisa retornam aos quadros da Petrobrás. Também voltam demitidos do governo Collor e FHC

  • 2010

    A FEDERAÇÃO NACIONAL DOS PETROLEIROS – FNP surge da necessidade de construir uma nova alternativa de luta à categoria. Suas principais bandeiras de luta são:
    – Campanha “O petróleo tem que ser nosso”! Por uma Petrobrás 100% estatal
    – Não à Repactuação
    – PLR Máxima e Igual para Todos
    – Na luta contra todo e qualquer tipo de opressão
    – Isonomia para todos os trabalhadores do Sistema Petrobrás
    – Primeirização das atividades permanentes com estabelecimento de critérios para incorporação de trabalhadores terceirizados
    – Redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários e manutenção de todos os direitos trabalhistas e sociais.
    Diretores do SINDIPETRO-RJ, junto a companheiras e companheiros, se acorrentaram por semanas em frente ao Edifício Sede da Petrobrás por um acordo coletivo de trabalho justo e em protesto contra a discriminação aos aposentados.

  • 2010

    Presidente Lula altera o marco legal para exploração do petróleo em áreas estratégicas, instituindo o modelo de partilha da exploração na camada do pré-sal.

  • 2009

    A 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, reúne 50 mil pessoas, em Brasília, para reivindicar que o Congresso aprove o PL 01/07, que efetiva a política de valorização do salário mínimo, além da aprovação de novo marco regulatório para o petróleo que garanta soberania nacional sobre a exploração e seu uso.

  • 2009

    O Sindipetro–RJ completa 50 anos. Em 30 de julho é lançado o filme documentário “O Petróleo Tem que Ser Nosso”. Petroleiros entram em greve pela falta de pagamento da PLR 2008.

  • 2008

    A ocupação do ano anterior (2007) repercute na mídia e nasce a campanha “O Petróleo tem que ser nosso”. É lançado o Fórum Nacional Contra a Privatização do Petróleo e Gás, por mais de 60 entidades sociais, dentre elas o SINDIPETRO-RJ. As principais reivindicações são: barrar os leilões das áreas promissoras em petróleo e gás, mudar a lei 947/97, que retirou o monopólio da Petrobrás; e nacionalizar o petróleo e gás.
    Os petroleiros ocupam a Petrobrás para barrar a 10ª Rodada de Licitações do Petróleo. A Campanha “O Petróleo Tem que Ser Nosso” espalha-se pela cidade. No mesmo dia é realizado mais um ato, dessa vez em frente ao prédio da ANP, que termina com muita violência policial. O saldo foi de dezenas de trabalhadores feridos e três presos.

  • 2008

    No Rio de Janeiro, tramitam processos na Polícia Federal e na PM por conta dos protestos na ANP e na sede da Petrobrás, no período da 9ª e da 10ª rodadas de leilão.

  • 2007

    Em 27 de novembro, durante a 9ª Rodada de Leilão, promovida pela Agência Nacional do Petróleo, cerca de 200 pessoas ocupam a sede da entidade como forma de protesto e tentativa de barrar a atividade. Após a ação, o governo federal retira 41 blocos do leilão na área do Pré-Sal.

  • 2006

    Inicia a luta pela defesa da manutenção dos empregos dos trabalhadores de Manguinhos, a primeira refinaria do país, com capital acionário da Repsol, decide não refinar mais petróleo.
    A ANP e o Ministério de Minas e Energia preparam novos leilões de petróleo. SINDIPETRO-RJ, junto a outros grandes sindica-tos, movimentos sociais e estudantis fazem campanha perma-nente contra estes leilões, argumentando que investidores estrangeiros podem fazer uma exploração predatória, extinguindo mais cedo nossas finitas reservas.

  • 2006

    É criada a Frente Nacional do Petroleiro (FNP).

  • 2003

    O SINDIPETRO-RJ comba-te com vigor a manutenção dos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e os ataques discriminatórios aos direitos dos apo-sentados.
    Trabalhadores são reprimi-dos e espancados em passeata na Avenida Rio Branco – Centro (RJ). A violência policial fere muitos manifestantes. Três pessoas são presas e só foram soltas depois de pagar a maior fiança prevista na lei.

  • 2003

    Dilma Roussef, ministra das Minas e Energia, afirma que fará mudanças, mas que respeitará o duplo caráter da Petrobrás, enquanto empresa que lucra e pública.
    Os trabalhadores das extintas Interbrás e Petromisa, demitidos pelo governo Collor, são readmitidos, após mais de uma década de lutas, inclusive com acampamento em frente ao Edise. São anistiados 986 trabalhadores.

  • 2003

    No dia 1º de janeiro, Lula toma posse em Brasília.
    A Petrobrás comemora seus 50 anos de existência.

  • 2002

    Fernando Henrique Cardoso veta a anistia aos petroleiros demitidos em 1995.

  • 2001

    Os petroleiros com o lema: “Sim à gestão. Não à migração” ini-ciam forte campanha contra a migração para o Plano Petro-brás Vida (PPV). Em fevereiro, após intensa disputa jurídica e mobilização, vencem a batalha e barram a migração para o PPV.

  • 1998

    O SINDIPETRO-RJ defende que o petróleo 100% brasileiro significa:
    * gasolina mais barata
    * óleo diesel mais barato
    * gás de cozinha mais barato
    * transporte mais barato
    * produção mais barata
    *preços ao consumidor mais baratos.

  • 1998

    Ocupação no Ministério de Minas e Energia.

  • 1997

    Em 6 de agosto, após vários embates entre as entidades de defesa dos trabalhadores, junto com o SINDIPETRO-RJ contra o governo FHC, é promulgada a lei 9.478, conhecida como Lei do Petróleo, que abriu o setor petrolífero para empresas privadas. Por esta mesma lei foram instituídas a Agência Nacional do Petróleo (ANP), vinculada ao Ministério de Minas e Energia e o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

  • 1997

    O SINDIPETRO-RJ avança na organização e nas conquistas para companheiras e companheiros terceirizados.

  • 1996

    As mensalidades voltam a ser repassadas ao Sindicato.29 Porém o valor que foi confis-cado só retorna em 1999.
    Assinatura dos contratos definitivos da compra e venda de gás boliviano entra a Petrobrás e a YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) e para a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil-Gasbol.
    Cai o preço do petróleo no mercado mundial.

  • 1995

    Apesar da resposta violenta do governo, a greve de 32 dias tem alta adesão da categoria, que luta com muita resistência.
    Em resposta, FHC bloqueia as contas e os recursos financeiros do SINDIPETRO-RJ para enfraquecer a resistência contra a privatização, e ordena que o Exército ocupe as refinarias do Paraná, Paulínia, Mauá e São José dos Campos.

  • 1995

    O TST declara a greve ilegal e determina o pagamento de multa de R$ 100 mil por dia para os sindicatos que ainda assim continuassem no movimento.
    Os funcionários do SINDIPETRO-RJ fazem uma emocionante campanha de doações junto a diversas entidades, a fim de conseguir fundos para pagar as despesas.
    Paralelamente, o governo permite a contratação de empresas estatais ou privadas para realização de atividades no setor petrolífero.

  • 1995

    A Emenda Constitucional n° 9/95, permite a contratação de empresas privadas para as atividades de pesquisa, transporte, refino, importação, exportação de petróleo e seus derivados.
    Os petroleiros iniciam uma greve histórica, de 32 dias. Lutam contra o desmonte do Estado, promovido pelo governo FHC, a quebra do monopólio petróleo estatal e o não cumprimento do proto-colo assinado pela Petrobrás no ano anterior.

  • 1994

    Em 27 de setembro, os petroleiros iniciam umas de suas greves mais fortes e marcantes. São 9 dias de greve, que atinge todo o país, com adesão de 80% da categoria. Em 22 de novembro, os petroleiros entram, novamente, em greve terminando apenas com a assinatura do protocolo que garante o pagamento de 10 a 12 % de reajustes relativos aos interníveis.

  • 1994

    Lançamento do Plano Real, pelo então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso.

  • 1992

    Fernando Collor sofre o processo de impedimento, assumindo seu vice, Itamar Franco.

  • 1991

    Os petroleiros iniciam uma greve nacional, no mês de janeiro, que dura 24 dias. O embate é contra o programa neoliberal. O SINDIPETRO-RJ exige a suspensão das privatizações e a reintegração dos demitidos.
    O SINDIPETRO-RJ participa ativamente da campanha Fora Collor.

  • 1990

    Os petroleiros realizam greve de 8 dias e conseguem reajustes salariais, além de reposições relativas aos planos Bresser e Verão. Fernando Collor de Mello inicia seu plano neo-liberal de desmonte do Estado, extinguindo empresas estatais, ferindo a soberania nacional e causando demissões em massa. Várias empresas do grupo Petrobrás são privatiza-das, como a Interbrás.

  • 1989

    Os petroleiros participam da greve geral convocada pela CUT e CGTs nos dias 14 e 15 de março.
    Na primeira eleição direta para presidente chega ao poder Fernando Collor de Mello.

  • 1988

    Promulgada a Constituição de 1988.
    Os petroleiros protestaram contra o congelamento das URPs e realizaram greve que durou 11 dias. O Tribunal Superior do Trabalho acabou cedendo e mudou o reajuste anual de 4 para 19%. Uma grande vitória para a categoria.

  • 1984

    Emenda Dante de Oliveira é rejeitada no congresso por não atingir número mínimo de votos a favor. Permanece a eleição indireta.
    Acidente na Plataforma de Anchova mata 37 trabalhadores. O SINDIPETRO-RJ é um dos protagonistas na luta por melhores condições de trabalho.

  • 1983

    É deflagrada greve nas refinarias de Paulínia e Mataripe. Vários companheiros de luta sofrem represália dentro das refinarias, como congelamento de funções e demissões.

  • 1983

    Fundação da CUT e CONCLAT.
    É deflagrada greve nas refinarias de Paulínia e Mataripe. Vários companheiros de luta sofrem represália dentro das refinarias, como congelamento de funções e demissões.

  • 1980

    O sindicato inicia a sua reorganização e foca suas ações contra as condições degradantes de trabalho, surgem as primeiras denúncias de contaminação via exposição ao benzeno.

  • 1979

    A conjuntura econômica inter-nacional é de crise, com inflação em diversos países, desvalorização do dólar e instabilidade das economias americana e europeia. O quadro agrava-se com a crise política no Irã, gerando dúvidas quanto ao fornecimento do petróleo e manutenção dos preços. O governo brasileiro passa a investir no etanol e na produção de petróleo no mar, que apresenta maior crescimento.

  • 1976

    XII Encontro Nacional de dirigentes sindicais do petróleo;
    Criação da Interbrás.
    Começa a ser estudada a possibilidade de usar o álcool como combustível.

  • 1975

    Com temor ao risco do choque do petróleo começa a ser debatida a abertura do mercado para exploração estrangeira. As “sete irmãs”, sete empresas: Esso, Shell, Gulf, British Petroleum, Texaco, Mobil Oil e Standart Oil da Califórnia, iniciam os chama-dos contratos de risco para exploração de petróleo.25 Em 13 anos de vigência foi feito pouco investimento e, praticamente, não se descobriu nenhum campo significativo de petróleo.

  • 1974

    Assume a presidência o General Ernesto Geisel.

  • 1973

    A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) eleva, consideravelmente, os preços internacionais. A década de 70 é marcada por dois “choques do petróleo”, nos anos de 1973 e 1979. A Petrobrás, inicia a busca de petróleo no mar para suprir o abastecimento do país.

  • 1972

    Inauguração da Refinaria de Paulínia – maior refinaria de petróleo do país.

  • 1972

    Nasce a Braspetro, Petrobrás Internacional, sendo firmados contratos de exploração com a Colômbia, Iraque e Madagascar. 23

  • 1968

    O Congresso é fechado e é decretado o AI-5.

  • 1968

    A verdadeira força sindical se organiza contra os interventores e vence duas vezes as eleições que ocorrem nesse histórico ano de 1968. No entanto, ambas são anuladas pelo Ministério do Trabalho. Em novembro de 1968, a terceira eleição foi convocada. A Chapa Verde ganha pela terceira vez. Para que esta chapa não tome posse, por ordem do I Exército, foi decretada novamente a intervenção no SINDIPETRO-GB.

  • 1967

    Aprovada pelo Congresso a sexta Constituição Brasileira; Assume a presidência o General Artur da Costa e Silva

  • 1966

    A Junta Governativa dirige o sindicato durante os anos de 1964 e 65. Em 1966, é realizado novo pleito, com chapa única, patrocinada pela intervenção.

  • 1965

    Abolido o pluripartidarismo e instituído o bipartidarismo: Arena e MDB

  • 1964

    O GOLPE MILITAR-EMPRESARIAL

    A ditadura militar-empresarial brasi-leira tem início no dia 1º de abril de 1964. O SINDIPETRO-GB organiza uma greve logo depois do golpe, na refinaria de Manguinhos, em apoio ao presidente João Goulart e em repúdio aos militares golpistas. Além da sede do sindicato, a Refinaria de Mangui-nhos é sitiada e invadida pela Polícia Militar e o Exército invadiu a Reduc. Após sua invasão, o SINDIPETRO-GB sofre intervenção do governo. O Mi-nistério do Trabalho nomeia uma Junta Governativa com o objetivo de neutralizar a força do sindicato e garantir ordem política imposta pelos ditadores.
    No dia 13/03, durante o Comício da Cen-tral do Brasil, o presidente João Goulart atende às reinvindicações do Sindicato dos Petroleiros, de diversos outros movi-mentos sociais, da sociedade e de parte do classe política ao decretar a naciona-lização das refinarias privadas de petróleo e desapropriação, para a reforma agrária, de terrenos às margens de rodovias, ferrovias e zonas de açudes públicos.

    Parte do discurso de Goulart:
    «(…) A partir de hoje, trabalhadores bra-sileiros, a partir deste instante, as refi-narias de Capuava, Ipiranga, Manguinhos, Amazonas, e Destilaria Rio Grandense passam a pertencer ao povo, passam a pertencer ao patrimônio nacional.”

  • 1962

    João Goulart designa o professor Francisco Mangabeira para a presidência da Petrobrás. Este declara legítima a organização política dos trabalhadores, incentiva a sindicalização na Petrobrás e proíbe os superiores de exercerem qualquer tipo de perseguição. Sob sua gestão, os altos cargos da empresa são escolhidos por eleição diretamente pelos trabalhadores.
    Foi criado o jornal SINDIPETRO-RJ por Humberto Jansen Machado (diretor geral) e Rodolfo Conder (redator chefe). O jornal era publicado uma vez por semana (quinta-feira) e era distribuído gratuitamente nas refinarias.

  • 1961

    Janeiro: Jânio Quadros assume a presidência da República e renuncia ao cargo depois de oito meses.
    Fundação da Refinaria de Duque de Caxias
    A sede do SINDIPETRO-RJ foi transferida para a rua Alcindo Guanabara 17/21, 14º andar, Centro.

  • 1961

    A Petrobrás refinava e distribuía o óleo e seus derivados, porém eram empresas multinacionais privadas, como a Esso e a Shell, que faturavam os produtos.

  • 1960

    Inauguração de Brasília, a nova capital do Brasil.

  • 1960

    Primeira greve de petroleiros no Brasil, na Refinaria de Mataripe, os trabalhadores pararam por 15 dias exigindo a equiparação salarial com Cubatão e Rio de Janeiro. A ordem era: “Equipara ou Aquipara”.

  • 1958

    A primeira sede se localiza na Rua Ébano, nº 71, em São Cristóvão. A Associação conta com a contribuição voluntária dos trabalhadores para cus-tear suas atividades, como, por exemplo o aluguel da sede.
    Um ano depois, em 23 de março de 1959, é criado o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro. No ano seguinte, passa a representar também os trabalhadores da Petrobrás.
    Em paralelo, a direção da Refinaria de Manguinhos cria o Clube Ouro Negro, que visa oferecer opções de lazer para os trabalhadores. Pratica-mente todos os trabalhadores de Manguinhos se sindicalizaram, dando a tônica e sustento do sindicato, pois os trabalhadores da Petrobrás eram muito vigiados e as organizações sindicais eram perseguidas.
    É constituída uma comissão de trabalhadores para unificar e desenvolver a luta sindical da categoria, nasce o embrião do SINDIPETRO-RJ.
    Em 23 de março de 1958 é fundada a Associação Profissional dos Petroleiros do Rio de Janeiro.
    As principais pautas são as reivindicações salariais, a garantia de maiores direitos trabalhistas e a garantia da soberania nacional na exploração do petróleo brasileiro.

  • 1957

    Greve na refinaria de Manguinhos para reivindicação de melhorias salariais. Diversos trabalhadores são demitidos. Este acontecimento gerou a percepção entre os trabalhadores da necessidade de se organizarem concretamente.

  • 1956

    Juscelino Kubitschek de Oliveira é eleito presidente da República.

  • 1954

    Em 14/12 é fundada a refinaria de Manguinhos, na cidade do Rio de Janeiro, de iniciativa privada.

  • 1954

    Suicídio de Vargas. Assume a Presidência da República o seu vice, Café Filho.

  • 1953

    Em 03/10, pela lei n° 2004, é fundada a Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobrás), sancionada pelo presidente Getúlio Vargas, a qual garantiu o monopólio sobre a extração, o refino e o transporte do petróleo em território nacional.
    É o triunfo da campanha “O Petróleo é nosso!”.

  • 1951

    Getúlio Vargas volta ao poder por eleição direta, realizada em 1950.

  • 1951

    O Executivo envia mensagem ao Congresso propondo a criação da Petróleo Brasileiro S.A., Petrobrás, empresa de economia mista com controle majoritário da União. Não estabelecia o monopólio estatal. Diante disso, a UNE e outras entidades relançam a palavra de ordem “O petróleo é nosso”.

  • 1948

    Criação do Estado de Israel.

  • 7 de abril de 1948

    É realizada a primeira passeata da campanha em defesa do monopólio estatal do petróleo. A campanha “O Petróleo é Nosso” tomou conta do país.

    É criado o Centro de Estudos e Defesa do Petróleo, deflagrando, oficialmente, a maior campanha cívica de toda a história do país, até aquele momento. Graças a essa campanha, o Estatuto do Petróleo sequer chegou a ser votado, sendo arquivado em 1951.

  • 1948

    Parlamentares comunistas tiveram seus mandatos cassados. Mário Victor, em seu livro A batalha do Petróleo Brasileiro, avalia que para os trustes internacionais do petróleo e certos membros do governo, a eliminação dos deputados comunistas do Parlamento, possibilitava a atuação dos trustes no setor.
    No final do fevereiro de 1948, temendo a aprovação do Estatuto, Roberto de Gusmão, presidente da União Nacio-nal dos Estudantes, UNE, instala, na Capital Federal, Rio de Janeiro, a Comissão Estudantil de Defesa do Petróleo.

  • 1947

    No dia 5 de setembro, inicia a “Campanha Nacional do Petróleo“, com o objetivo de fundar nossa indústria petrolífera”. Apoiam o movimento dos petroleiros estudantes e parlamentares comunistas, que continuam com seus mandatos, mesmo com o registro do partido tendo sido arbitrariamente cassado naquele ano. É o ponto de partida para o grande movimento em defesa do monopólio estatal do petróleo.

  • 1947

    O desenvolvimento da indústria petroleira no Brasil sofre forte in-fluência de capital e interesses estrangei-ros, inclusive com grande importação de mão de obra, principal-mente vinda dos EUA.

  • 1946

    A Constituição modificou a legislação vigente. Qualquer empresa com capital e sócios estrangeiros, desde que organizada (registrada) no Brasil pode participar da indústria do petróleo.

  • 1945

    Deposição de Getúlio Vargas. Assume a presidência, o ministro José Linhares. No dia 2 de dezembro é eleito Presidente da República o General Eurico Gaspar Dutra.

  • 1943

    Aumenta o interesse pela exploração do petróleo e amplia a luta pela sua nacionalização. O general Horta Barbosa, à frente do CNP declara a necessidade do mono-pólio estatal para todas as fases da indústria do petróleo. Vargas aceita o pedido de demissão do general Horta. O CNP muda a sua orientação nacionalista.

  • 1942

    O Brasil entra na Segunda Guerra Mundial contra os países do “Eixo”.

  • 1941

    É descoberto petróleo em condições comerciais. Um poço perfurado no Recôncavo Baiano dá origem ao campo de Candeias.
    A partir da criação do CNP, a exploração utiliza o auxílio da sísmica e com sondas de maior capacidade de perfuração (até 2.500 metros). Foram perfurados 162 poços exploratórios terrestres rasos neste período, principalmente nas bacias do Recôncavo, Paraná, Amazonas e Sergipe-Alagoas.


    Monteiro Lobato é “Condenado pelo Tribunal de Segurança Nacional, em sessão realizada em 20 de maio de 1941, à pena de seis meses de prisão.
    Em 17 de junho de 1941, Lobato sai da prisão por indulto de Getúlio Vargas, não cumprindo o resto da pena de seis meses, imposta pelo delito contra a Segurança Nacional.”

  • 1941

    O Japão bombardeia a base norte-americana de Pearl Harbour.

  • 1941

    O governo funda a Companhia Siderúrgica Nacional e inicia a construção da Usina de Volta Redonda

  • 1940

    Em 24 de maio de 1940, no Estado Novo, Monteiro Lobato, escreve uma carta ao presidente Vargas e outra ao general Góes Monteiro, chefe do Estado-Maior do Exército, denunciando a “Displicência do sr. Presidente da República, em face da questão do petróleo no Brasil, permitindo que o Conselho Nacional do Petróleo retarde a criação da grande indústria petroleira em nosso país, para servir, única e exclusiva-mente, os interesses do truste Standard-Royal Dutch”.
    Perto do aniversário de Vargas, cinco dias após a primeira carta, Monteiro Lobato sugere a Vargas que o governo crie a Cia. Nacional de Petróleo.

  • 1939

    Getúlio Vargas anuncia a descoberta de Petróleo no Brasil, ficando famosa a sua fotografia mostrando a mão suja de “óleo negro”.

  • 1939

    O Conselho Nacional de Petróleo reinicia as perfurações do poço de Lobato, na fazenda de Francisco Rodrigues Lobato, atual cidade de Lobato (BA), sob o controle do ministro da Agricultura, Fernando Costa. Foram recolhidos 70 litros de petróleo bruto. Os dois primei-ros poços não renderam nada, mas, inesperadamente (para o go-verno), a terceira perfuração fez jorrar o líquido negro, em 21 de janeiro de 1939. Porém o óleo ex-traído ainda era considerado sub-comercial.

  • Setembro de 1939

    Adolf Hitler invade a Polônia e, dois dias depois, a Inglaterra e a França declaram guerra à Alemanha. Tem início a Segunda Guerra Mundial.

  • Dezembro de 1939

    Vargas cria o Departa-mento de Imprensa e Pro-paganda (DIP), encar-regado da censura aos meios de comunicação e da propaganda oficial do Estado Novo.

  • 1938

    Getúlio Vargas, pelo De-creto-Lei 395, de 24 de abril de 1938, cria o Conselho Nacional do Petróleo (CNP), declara de utilidade pública a importação, exportação, transporte, refinação e comércio do petróleo bruto e seus derivados. Determina que somente o governo ou empresas cujos acionistas fossem todos os brasileiros natos poderiam realizar estas operações com o petróleo.
    O Conselho Nacional do Petróleo determina que as jazidas pertencem à União.

  • 1937

    Por meio de um golpe de Estado Getúlio Vargas institui o “Estado Novo” e o governo assina a Carta Constitucional de 1937, a Constituição da ditadura. O Congresso é dissolvido.

  • Agosto de 1936

    Monteiro Lobato lança o livro O Escândalo do Petróleo, com 20 mil exemplares vendidos.

  • 1935

    Em carta ao presidente Getúlio Vargas, Monteiro Lobato de-nuncia as manobras da Standard Oil para senhorear-se das nossas melhores terras potencialmente petrolíferas”, levando à “escravidão petrolífera” do Brasil.
    19 de agosto – faz outra carta para Vargas reclamando da morosidade em relação à legalização da sua Companhia de Petróleo.

  • Junho de 1935

    É lançado o livro A luta pelo Petróleo, de Essad Bey, revista e prefaciada por Monteiro Lobato.

  • 1934

    Oscar Cordeiro em frente ao poço de Lobato (BA).

    Oscar Cordeiro encharca suas mãos de petróleo, quando perfura o poço de Lobato. E imediatamente pede ao Ministério da Agricultura recursos para continuar suas pesquisas. Foi alijado do programa do governo e proibido de entrar em Lobato.
    Com a descoberta, Getúlio Vargas cria o Conselho Nacional de Petróleo (CNP) e o Imposto Único sobre Combustíveis, cobrado sobre a exploração da atividade. Todos os jornalistas que escrevem sobre o petróleo nacional são acusados de comunistas.


    A Constituição de 1934 em seu artigo 118, garante que a propriedade dos recursos minerais pertence ao Estado e depende da autorização ou concessão do governo federal para a sua exploração.

  • 1934

    Promulgada a nova Constituição Republicana. O Congresso elege Getúlio Vargas presidente da República.

  • 1933

    Adolf Hitler torna-se primeiro ministro na Alemanha.

  • 1933

    O presidente norte-americano Franklin Roosevelt introduz o New Deal, programa de reformas para dar fim à crise econômica iniciada em 1929.

  • 1933

    Realizadas as eleições para a Assembleia Constituinte. Pela primeira vez no Brasil uma mulher é eleita para a Câmara dos Deputados. A paulista Carlota Pereira de Queirós foi a primeira Deputada Federal do Brasil e de toda a América Latina.

  • 1931

    Inaugurado o Cristo Redentor, no morro do Corcovado, Rio de Janeiro.

  • 1930

    O engenheiro agrônomo Manoel Inácio Bastos ao ver que os moradores de Lobato, na Bahia, usavam uma lama preta, oleosa para iluminar suas residências busca apoio do presidente da Bolsa de Mercadorias da Bahia, Oscar Cordeiro, para explorar a área. O Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM se sente pressionado a fazer três vagarosas perfurações na área para provar que não havia petróleo.

  • 1930

    Golpe comandado por Getúlio Vargas depõe o presidente da República e com esse resultado termina o período que se convencionou chamar de República Velha.

  • 1922

    Arthur Bernardes assume a Presidência da República. Realiza-se em São Paulo a Semana de Arte moderna.

  • 1918

    Um pesquisador alemão chamado Bach achou, em Alagoas, um lençol de petróleo grande o “bastante para abastecer o mundo”. Morreu misteriosa-mente enquanto formava uma empresa para expo-lo.

  • 1894

    É eleito o primeiro presidente civil da República — Prudente de Morais.

  • 1892

    É feita a primeira sondagem profunda no Brasil, em Bofete (SP), inaugurando a prática da exploração. O poço, perfurado por Eugênio Ferreira de Camargo, atinge 488 metros de profundidade.
    Encontram apenas água sulfurosa.

  • 1891

    Primeira Constituição Republicana, que declarava o Brasil uma República Federativa, sob o regime representativo.

  • 1859

    O inglês Samuel Allport, durante a construção da Estrada de Ferro Leste Brasileiro, observou o gotejamento de óleo em Lobato, no subúrbio de Salvador.

  • 1858

    Marquês de Olinda concedeu a José de Barros Pimentel o direito de extrair betume em região localizada no estado da Bahia. Não houve registro de perfuração na época.

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