Muda o nome, mas…

O novo presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro, pelo jeito, assim como o seu antecessor, Pedro Parente, também apresenta possíveis conflitos de interesse para dirigir a empresa.

Até fevereiro de 2015 participava do Conselho de Administração do Grupo Ultrapar. Integrante do Grupo, a Ultragaz, fechou recentemente a compra da Liquigás, reprovada pelo CADE, em operação que envolvia R$ 2,8 bi. Em outro caso, segundo o jornal Folha de São Paulo, Monteiro pagou R$ 200 mil à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para encerrar um processo sancionador aberto pelo órgão contra ele. O valor foi sugerido pelo próprio Monteiro e aceito pela CVM.

Desde 2017 a CVM investigava as causas da não divulgação, em fato relevante da empresa, após vazamento pela imprensa, dos valores em negociação para a venda de 90% da NTS (Nova Transportadora do Sudeste),um gasoduto com mais de 2 mil km. A Folha indagou à Petrobrás quem pagou os R$ 200 mil, mas a empresa não respondeu. O jornal apurou que tem sido uma norma a estatal arcar com pagamentos quando há acordos entre seus executivos com a CVM. Enquanto isso, a mesma generosidade não é exercida para com a categoria,que espera boa fé na negociação sobre o pagamento da PLR.

Versão do impresso Boletim LXXIV

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