Petrobrás quer retirar direitos

Categoria precisa reagir de forma firme: greve geral unificada

A Petrobrás apresentou sua proposta, que corta gratificações e congela benefícios, na primeira reunião de negociação do ACT 2017(14/9). Apesar dos representantes do RH afirmarem que houve melhoras na situação financeira da empresa, insistem em retirar direitos. Em relação ao equacionamento do plano Petros, a empresa indica a formação de um Grupo de Trabalho para estudar propostas alternativas ao que foi apresentado pela Petros.

A próxima reunião de negociação será marcada para a próxima semana. A direção da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) se reúne hoje para avaliar a proposta. E na próxima segunda-feira (18) o Sindipetro-RJ realiza reunião do colegiado, aberta a toda a categoria, para debater estratégias de organização e mobilização.

Propostas – A FNP insistiu na realização de mesa única de negociação com os petroleiros e na prorrogação do atual ACT até o final da negociação. E criticou duramente a falta de proposta em relação à reposição de efetivo, que implica em riscos à segurança do trabalhador.

A empresa propôs reajuste de 1,73% no salário base e na RMNR, fim do atual Benefício Farmácia, redução do valor das horas extras e do pagamento das horas de troca de turno, entre outros pontos.

Unidade – Está claro que a Petrobrás pretende impor derrotas a categoria petroleira. Só muita mobilização e atuação unitária podem garantir a manutenção dos atuais direitos, já que a empresa deixou claro que pretende reduzir as atuais 183 cláusulas para 114.

É fundamental um calendário unificado de lutas, com ações unitárias pelos 17 sindicatos de petroleiros existentes. Precisamos virar o jogo e mostrar que a categoria não vai aceitar o desmonte da empresa e a destruição dos direitos conquistados ao longo de tantos anos de luta.

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