Petrobrás rasga acordo com TST: oito demitidos e nove suspensões

Nessa terça (24), os petroleiros demitidos em plena pandemia do Coronavírus começaram a receber e-mails do RH da Petrobrás, confirmando o telefonema que receberam da gerência na sexta (20) e segunda (23). Até o momento desta postagem, são seis demissões na P67, cinco suspensões por 14 dias na P66, ambas da base do Litoral Paulista; e duas demissões e quatro suspensões no serviço de controle remoto (SCR) da P55 da base do Espírito Santo.

Argumentos absurdos

Sem motivos relevantes, a empresa está utilizando falsos argumentos. No caso das demissões, alegaram abandono de posto, sendo que a plataforma havia sido entregue à contingência. Para as punições, alegam que os trabalhadores descumpriram ordem do GEPLAT durante a greve, que inclusive agiu de forma ilegal observando-se a Lei de greve que institui que qualquer negociação deve ser feita com o sindicato a partir do início da greve. Veja a carta da empresa: RH-RSGE-RSIND 0066-2020-demissões

Crueldade

Se já não bastasse o cenário de impacto social e econômico que estamos todos enfrentando no Brasil, com o estado de confinamento e o total descaso do desgoverno Bolsonaro, a gestão da Petrobrás ataca cruelmente a categoria com demissões e punições pontuais, revelando que vai descumprir o acordo firmado no Tribunal Superior do Trabalho, após a grande greve da categoria. O Sindipetro-RJ está totalmente alerta neste momento e já organiza ações para mobilizar a categoria. Não às demissões e punições!

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