PLR: FNP envia contraproposta para a Petrobrás

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) enviou ontem, terça-feira (10), à Petrobrás, uma contraproposta sobre a metodologia para a PLR 2020, solicitando reunião de negociação para amanhã, quinta-feira (12). Uma proposta de novo regramento foi apresentada pela empresa para as entidades sindicais, no dia 29/11, de forma antidemocrática, sem nenhuma negociação e sem contemplar a força de trabalho, que, historicamente, luta por uma PLR máxima e igual para todos os petroleiros e petroleiras, buscando recompensar os lucros e resultados conquistados coletivamente, já que os resultados da análise do gerenciamento de desempenho (GD), o avanço na carreira e as funções gratificadas já recompensam, diferenciam e, no caso do alto escalão, concentram renda de forma injustificável. Na avaliação do Sindipetro-RJ, a empresa propôs acabar com o conceito da PLR ao desvincular os lucros e resultados do valor a ser pago para a força de trabalho, bem como adotando outra prática de remuneração variável (PPP) que, ao escalonar os valores a serem distribuídos, privilegia quem tem função gratificada e cargos mais elevados. Assim, não deixando de lado o princípio e a defesa de uma PLR máxima e igual para todos, baseada na lei, mas como forma de explicitar que não há negociação, somente a imposição de uma política perversa, a FNP apresentou uma contraproposta baseada:

– no acordo de PLR que teve vigência até março/2019;

– na proposta de acordo de PLR, negociada ao final de 2018, quando a Petrobrás abandonou a negociação e frustrou um acordo de PLR para 2019;

– na proposta de acordo de PLR, que a direção da Petrobrás colocou em mesa neste momento (Dez 2019).

Ainda, consideraram-se indicadores propostos pela própria empresa a introdução de um gatilho, a relação piso-teto, o pagamento por resultados, bem como a questão de redutores da PLR, mas somente no caso de punições devido à corrupção, nepotismo, assédio moral e sexual, e estabelecidas pelo órgão colegiado (Comitê de Medidas Disciplinares). Em breve, o Sindipetro-RJ convocará assembleias para que a categoria decida o caminho a ser seguido.

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