PLR: proposta indecente é rejeitada em todo o Brasil; assembleias também referendaram a contraproposta da FNP

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) comunicou às empresas do Sistema Petrobrás, na tarde desta segunda-feira (30), o resultado das assembleias em suas bases. A proposta de abono mixuruca da empresa (que ela tenta chamar de PLR) foi amplamente rejeitada nas bases da Federação. No Rio de Janeiro foram 374 votos contra, 170 a favor e 15 abstenções. A FUP e seus sindicatos, apesar de não terem realizado assembleias, até onde fomos informados tampouco assinaram tal acordo. As duas federações aguardam um novo posicionamento e proposta da empresa, solicitando reunião o quanto antes.

As assembleias também referendaram a contraproposta da FNP, baseada, inclusive, na própria proposta apresentada pela Petrobrás no ano anterior, que embora não seja a proposta original, demonstra a falta de vontade do RH de negociar o que quer que seja, numa política consciente e/ou inabilidade recorrente dos pseudo negociadores da empresa na questão não só da PLR, mas também das tabelas de turno, do banco de horas etc.

Nas bases do RJ o resultado foi de 446 votos a favor da contraproposta da Federação, 39 rejeições e 28 abstenções. Entre os principais motivos para a reprovação da proposta da direção da empresa certamente destacam-se a desvinculação do valor a ser distribuído da realização de lucros e resultados da empresa, a proporção em si baseada na remuneração, o teto de uma remuneração e, ao mesmo tempo, a implantação do PPP com objetivo de remunerar em proporção geométrica justamente os maiores salários. O PPP destina-se, por um lado, a “encher as burras” da alta gestão, como um suborno para desempenhar o papel sujo de privatizar (imaginem o quanto irão ganhar com a venda das refinarias!) e assediar (recompensa para continuarem com as reuniões de “alinhamento” semanal e invadirem as assembleias no ACT), antes de partirem para a destruição de outra estatal. Um executivo pode chegar a ganhar mais de mil vezes o menor salário praticado na companhia. Os trabalhadores, em assembleia, disseram NÃO às migalhas que caem do prato de Castello Branco & CIA.

Vamos à luta pelo que fazemos jus!

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