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Previdência: a luta continua em 2018

Apesar de todo o empenho de Temer, distribuindo verbas públicas a parlamentares, jantares cinematográficos e muita propaganda mentirosa pela mídia, a reforma da Previdência não aconteceu.

Apesar da atitude vergonhosa das centrais de recuar na realização da greve geral do dia 5 de dezembro, trabalhadores em todo o país têm se manifestado publicamente em atos, paralisações e até com ações de constrangimento público de deputados e senadores em aeroportos e restaurantes.

A votação foi adiada para fevereiro por conta da avaliação de que perderiam no plenário. O que significa que os trabalhadores precisam continuar em alerta e mobilizados para manter o enfrentamento contra este e outros retrocessos impostos por Temer. O desmonte do país com a privatização de setores fundamentais como energia e petróleo precisa ser interrompido e revertido.

A CPI da Previdência já comprovou que não é verdade que exista déficit. Mas o argumento continua a ser utilizado para tentar enganar a população.

Enquanto retira direitos e abre perspectivas para o crescimento da previdência privada no país, Temer perdoa dívidas de bilhões de reais do agronegócio e do sistema financeiro com a Previdência e fará o país perder um trilhão de reais com a Lei que isenta petrolíferas do pagamento de diversos impostos (Sobre isso leia mais em http://bit.ly/2z4DRX3).

As mudanças propostas não atingem os militares. Pelas novas regras, a idade mínima de aposentadoria será de 65 anos para homens e 62 para mulheres, com uma transição até 2036. A idade mínima só será diferente para professores (60 anos) e policiais (55 anos), sem distinção de gênero.

Os servidores públicos serão bastante prejudicados, perdendo o direito à integralidade (se aposentar com o último salário da carreira) e à paridade (reajustes iguais aos dos funcionários da ativa). Com a reforma, a idade mínima valeria para servidores que queiram manter a integralidade. Para se aposentar antes, o funcionário receberá um benefício equivalente à média dos 80% maiores salários.

ARGENTINA – Os trabalhadores argentinos ocuparam as ruas e fizeram uma greve geral contra a reforma da previdência na semana passada. A repressão policial violenta, com centenas de feridos, não desanimou argentinos de diversas gerações, unidos contra a retirada de seus direitos. Em votação apertada, a reforma passou, mas os trabalhadores não desistiram e continuam a luta, agora contra a implementação da lei. As redes sociais já mostram deputados sendo agredidos ao tentar circular normalmente pelas ruas.

PERSEGUIÇÃO – elogiado por Temer na última quinta-feira no Palácio do Itamaraty durante a 51a reunião de cúpula do Mercosul – continua a perseguição às lideranças que organizaram as manifestações e a greve. Entre os criminalizados, Sebastián Romero, Membro do Partido Socialista de Los Trabajadores Unificado (PSTU). Sebastián Romero é um conhecido lutador operário e popular, que esteve à frente de reivindicações como o direito à moradia, além da defesa do emprego, em conjunto com seus companheiros da General Motors, na luta contra demissões implementadas por aquela multinacional.

Um manifesto repudiando as perseguições contra Sebastián Romero foi lançado pela Liga Internacional dos Tra- balhadores (LIT), repudiando a ordem de prisão e a reacionária campanha midiática que está sendo movida contra Sebastián Romero e manifestando solidariedade e apoio a todos os que lutam e resistem, na Argentina e em todos os países, contra as políticas neoliberais e a perda de direitos para os trabalhadores.

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