Sindipetro-RJ define ações para greve petroleira e setoriais para definir pauta de luta

Atualizado em 10/03/2021

Direção eleita assumiu o mandato no dia 09/03 (terça) e, na sexta-feira (12/03), está programado um ato-confraternização (virtual) para marcar o início da gestão

Em reunião o Sindipetro-RJ definiu ações com vistas à construção de uma greve petroleira e discussões de pautas importantes a serem definidas pela categoria.Ficou acertada a realização de reuniões setoriais que já começaram desde a ultima terça-feira (02/03), em bases do Sindipetro-RJ, para a construção da greve e da formulação da pauta reivindicatória. As setoriais ocorrem de forma presencial e virtual.

As pautas incluem: COVID-19, AMS, Petros, ameaça de retorno ao trabalho presencial, TIR (Turno Ininterrupto de Revezamento), turno de 12h, HE troca de turno, banco de horas, auxílio transporte, isonomia, APT (Adicional Provisório de Transferência) e APTT (Adicional Provisório de Transferência Temporário), terceirização e descongelamento do PCR. Também ficou acertada a realização de uma AGE (Assembleia Geral) para aprovação da greve.

Direção eleita discute conjuntura e planos de gestão

Reunida na quinta (04/03), a direção eleita discutiu sobre a construção de uma campanha pública em defesa da Petrobrás, a comunicação do Sindicato, o aprofundamento da Campanha da Solidariedade Petroleira e as ações de distribuição subsidiada de gás de cozinha e gasolina, explicando como a adoção da política de PPI (Preço Paridade de Importação) afeta a vidas das pessoas e articular politicamente com trabalhadores autônomos, como os entregadores.

Também foi colocada a necessidade de articulação com as categorias estatais e de outros setores da sociedade, a campanha da vacinação para COVID-19, carreatas, etc. Além da organização de Setoriais / mobilizações para a greve e elaborar pautas específicas, com a realização de assembleia para votar pautas e o estado de greve.

Por fim, reforçar a proposta da FNP, encaminhada à FUP, para realização de mesa única em negociações com a Petrobrás e EOR, discutir pauta, calendário, caravana com dirigentes de ambas as federações, encontro de bases nacionais e locais, comando unificado, assembleia organizada nacionalmente, com direito a defender as posições em todas as bases. Pontos que inicialmente foram descartados pela FUP.

Reunião FUP e FNP: é preciso avançar na construção unitária da mobilização!

Na terça-feira (02/03) aconteceu uma reunião  entre as federações petroleiras (FNP e FUP), com o intuito de alinhar a organização da greve nacional que está sendo construída. Esta primeira conversa sem dúvida foi um passo importante, ainda que insuficiente para atender às necessidades urgentes da categoria.

Foram pautados os inúmeros problemas e o grande ataque da privatização das refinarias e inúmeros outros ativos, em meio a troca de comando da presidência da Petrobrás e alta dos preços dos combustíveis, que trouxe a questão do PPI para a grande mídia.

Os dirigentes da FNP reafirmaram o entendimento de que não devemos depositar nenhuma confiança no novo presidente da companhia e que a gestão dos militares não pode ser entendida como indicativo de mudança na política de privatização ou do PPI, mas, de qualquer forma, representa um elemento de instabilidade no governo e que devemos agregar forças para frear estas iniciativas.
Por outro lado, os dirigentes da FUP se posicionaram favoráveis a um manifesto conjunto sobre a questão da privatização, do PPI, a campanha Fora Bolsonaro/Mourão e temas correlatos, o que é positivo.

O Sindipetro-RJ avalia que é urgente a mobilização unificada, atuarmos conjuntamente com uma pauta, calendário, mesa única, comando local e nacional, etc. Reafirmamos nossa disposição para a continuidade dos entendimentos entre as federações e no avanço para as medidas necessárias, neste momento não assimiladas pela FUP.

Greve petroleira

Segundo o Sindipetro-BA , a greve dos petroleiros da Bahia por empregos e direitos foi retomada na madrugada dessa sexta-feira (5) e em outros estados também acontecem mobilizações e greves. O movimento paredista foi aprovado regionalmente pelos Sindipetros do Espirito Santo, Minas Gerais, Amazonas, Pernambuco, São Paulo (Mauá e Campinas) e Paraná (SIX).

Além da privatização fatiada da Petrobrás, os trabalhadores reclamam da piora das condições de trabalho. Eles afirmam que o assédio moral virou “ferramenta de gestão”, utilizada pela direção da empresa para pressionar os trabalhadores.

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