Sindipetro-RJ é contra punição a Deyvid Bacelar e qualquer punição a quem luta por seus direitos

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) vem a público repudiar às punições e práticas antissindicais contra Deyvid Bacelar, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), quem vêm sendo realizadas pelos gestores da Petrobrás. Além de ilegais, as punições têm caráter político, com objetivo claro de desmobilizar a categoria petroleira nas lutas contra as privatizações.

As condutas ofensivas ao livre exercício da atividade sindical foram e continuam sendo recorrentes na empresa, como o ocorrido com o dirigente sindical Wagner Fernandes Jacinto, diretor do Sindipetro-CE/PI, que teve seu contrato de trabalho suspenso pela Petrobrás em maio de 2020.

Há anos, a FNP e seus sindicatos têm se empenhado em denunciar essas práticas, visando garantir que os trabalhadores exerçam o direito fundamental de se organizarem livremente. Destacamos ainda que o momento em que vivemos é de profundos golpes contra a classe trabalhadora, por isso, urge um posicionamento firme, que inclui mobilizações, paralisações e greves, visando à manutenção de direitos duramente conquistados, bem como a garantia do futuro da classe trabalhadora.

Quaisquer práticas que exponham sindicalistas ou petroleiros, que inibam e penalizem suas ações de mobilização e organização configuram como prática antissindical.

Por isso, a FNP afirma e reitera que, ao ser notificada de tais práticas, tomará as medidas judiciais cabíveis para garantir o direito de livre manifestação, assim como a liberdade de ação sindical.

No Sindipetro-RJ, já somam 10 dirigentes sindicais perseguidos pela direção

A exemplo da ameaça contra quatro dirigentes sindicais (Eduardo Henrique, Natalia Russo, Igor Mendes e Gustavo Marun), com notificação extrajudicial, no dia 19/08/2019 por confrontar o GEx de RH em assembleia dos trabalhadores. Do caso do diretor Vinícius Camargo, por outra notificação, por ter convocado o comparecimento à assembleia no edifício Senado conversando com os trabalhadores em cada andar. Da retirada das consultorias das antigas diretoras Carla Marinho e Patrícia Laier, pelo simples fato de serem diretoras sindicais, fato revertido na justiça. Da sequência de constrangimentos e “expulsão” da então diretora do Sindicato, Moara Zanetti, de sua atividade no RH. Da disponibilidade do diretor Antony por “força do Plafort”, mesmo tendo plena e reconhecida competência. Ou da responsabilização do trabalhador em uma comissão, mas que eximiu toda a hierarquia de suas responsabilidades, como foi no caso do diretor Nilson Miranda.

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