Supervisor de mergulho morre em hotel durante quarentena pré-embarque

Com pesar, a categoria petroleira recebeu a notícia de falecimento de um supervisor de mergulho da empresa SISTAC. Ele estava cumprindo a quarentena no período de pré-embarque num hotel no centro do Rio de Janeiro e o corpo foi encontrado na segunda (12).

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Atividades Subaquáticas e Afins (SINTASA) denuncia que os trabalhadores estão enfrentando uma escala surreal de 14 dias de quarentena em hotel e depois mais 28 dias embarcados.

Desde o início da pandemia, o Sindipetro-RJ vem cobrando insistentemente medidas de prevenção eficazes contra o coronavírus e tem alertado sobre as condições que têm sido impostas aos petroleiros nesse período, agravando ainda mais o regime de exploração dos trabalhadores.

No caso das plataformas, a situação é alarmante. O precário isolamento nos hotéis já foi motivo de envio de ofício pelo Sindicato ao RH da Petrobrás (Carta n. 221 – Hotel confinamento de três dias 21082020). Os petroleiros denunciam que ficam isolados, sem direito a escolher horário e cardápio da alimentação chegando a passar fome e sede. E o mais grave, há denúncias também de que a recepção do hotel não aceita pedidos extras nem mesmo para água!

Diante desta tragédia, espera-se agora que o Ministério Público do Trabalho tome providências.

O Sindipetro-RJ segue na luta em defesa da vida dos trabalhadores.

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