Transpetro: Petrobrás lança PDV-Terra

Em meio ao processo de realização de assembleias de ACT – ACT unilateral e imposto pela empresa, foi anunciado na sexta (11) o lançamento do Programa de Desligamento Voluntário (PDV) para o quadro de terra da Transpetro.

No comunicado, a gerência de recursos humanos afirma que o PDV tem por objetivo “alinhar os interesses dos empregados de terra às metas da companhia, adequando o efetivo às necessidades do negócio com foco na operação e segurança operacional”.

Piada de mau gosto

Ao afirmar que há foco na operação e segurança operacional, o RH se contradiz. Durante todos estes meses de pandemia no Brasil, ainda não houve responsabilidade adequada com a devida aplicação de medidas de prevenção contra a COVID-19.
Também não há preocupação com a redução de efetivo que vem acontecendo sem que a empresa adote providências e que tanto afeta a segurança operacional.

Cheiro de projeto privatista

O método de não implantar ações necessárias ao desempenho das atividades dos trabalhadores aliado ao oferecimento de PDVs já se tornou característica de privatização. Foi exatamente assim que ocorreu na BR Distribuidora, por exemplo.

Pressa em desmontar

As inscrições para este PDV-Terra vão somente até o final do mês de setembro, abrangendo os empregados lotados na Auditoria Interna, Ouvidoria, Presidência, Diretoria de Serviços, Diretoria de Transporte Marítimo e Diretoria Financeira.
Quem trabalha na Diretoria de Dutos e Terminais só vai poder pedir o PDV se estiver alocado nas sedes administrativas do Rio de Janeiro em regime administrativo, com exceção dos que estão lotados na Gerência de Operação do CNCL. Os lotados nas gerências setoriais de Suporte Administrativo ou de Segurança Operacional com regime administrativo também podem se inscrever.
A empresa promete realizar os desligamentos em apenas dois meses.

O Sindipetro-RJ vai analisar os critérios oferecidos neste PDV para divulgar mais informações sobre o assunto.

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