Vitória das mulheres petroleiras: Petrobrás após pressão considera licença maternidade para pagamento de PRVE

Atualizado às 12h53 – 26 de junho de 2019

Na sexta-feira (21), a empresa anunciou a alteração nas regras para pagamento do Programa de Remuneração Variável para empregados em situação de licenças maternidade e paternidade. Agora, mesmo quem usufruiu o direito receberá de forma integral; antes o valor era pago de forma proporcional, pois os meses de afastamento não eram contabilizados. Diante de todas as injustiças colocadas pelo PRVE, o recuo da empresa é uma vitória para as petroleiras e petroleiros.

A pressão, no entanto, precisa continuar até derrotar de vez este Programa, que privilegia os altos cargos da Petrobrás em prejuízo de todos os demais trabalhadores, que garantem de fato a produção. Na reunião ocorrida ontem (25), os representantes da empresa ao final da mesa nos responderam que complementarão o regramento publicado afirmando que:

  1. As horas do Benefício aleitamento e aquelas relativas ao PAE não impactam o cálculo do PRVE.

 

  1. Profissionais de nível médio e empregados com carga horária reduzida só tiveram prejuízo em função do valor de suas remunerações;

 

  1. Licenças estendidas por parto prematuro entram como licença maternidade, por isso, não sofrerão impacto. Contudo, permanecem as demais e graves arbitrariedades no regramento e na própria concepção e objetivo do Programa.

 

Por isso, o Sindipetro-RJ, em conjunto com a FNP e a FUP, segue reivindicando que não haja desvio de recursos para o PRVE-PPP, mas que o mesmo retorne ao montante da PLR. E que mobilizará a categoria para as disputas que se fizerem necessárias.

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