Após oito meses de cobranças, a comissão local de RH e SMS do Boaventura finalmente se reuniu com a representação sindical. Embora a pauta tenha sido extensa, alguns encaminhamentos iniciais foram definidos
Na área de alimentação, a gestão anunciou que um novo contrato deve entrar em vigor em até dois meses, contemplando também o fornecimento de jantar. O Sindicato aproveitou para cobrar a realização de todos os exames periódicos e de promoção à saúde, como odontologia e nutrição, nas dependências da própria unidade, pleito que será avaliado pelo SMS corporativo.
A empresa admitiu o erro referente ao trabalho durante as férias e prometeu apresentar em uma semana uma solução para esse passivo e para as questões envolvendo o sobreaviso confinado. A solicitação para a disponibilização de carros para as equipes de operação foi negada sob a justificativa de riscos, mas o pedido referente à equipe de manutenção segue em análise. Para a infraestrutura de acesso, a previsão é que o cercamento da portaria do convento seja finalizado até o fim do ano, com a licitação para o projeto de iluminação tendo suas propostas abertas ainda neste mês.
A logística de transporte e a segurança industrial também geraram debates intensos. A empresa informou que criará um canal de atendimento 24 horas para o recebimento de reclamações sobre os ônibus, enquanto o sindicato reivindicou a ampliação das rotas para além do limite atual de 90 km. Foi realizada a denúncia sobre as condições precárias do odorizador da UPGN, equipamento responsável por episódios recentes de intoxicação de trabalhadores terceirizados.
O Sindicato considerou a resposta da gestão insatisfatória e levará o tema para deliberação junto à base. Já a cobrança pelo adicional de periculosidade intramuros será tratada na esfera legal, com audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho (MPT) marcada para o dia primeiro de junho.
Será realizado um novo encontro em 15 dias, quando o Sindicato espera avançar com a pauta da categoria no Boaventura.