Nenhum voto para Flávio Bolsonaro!

FORA TRUMP DA AMÉRICA LATINA! DERROTAR A EXTREMA DIREITA E DEFENDER A PETROBRÁS!

Queremos emprego com direitos para todos, combustível barato e que o petróleo seja nosso e não do imperialismo. O que a extrema direita quer é servir a Trump e quem vai pagar o pato é o trabalhador, sobretudo aquele mais precário, como os terceirizados

Se o bolsonarismo vencer as eleições, a promessa é piorar ainda mais a situação. A precarização na Petrobrás não é um problema pontual, mas um projeto de longo prazo.

A Petrobrás vem diminuindo a sua força de trabalho ao longo dos anos, e os recentes governos da extrema direita aprofundaram essa situação. Conforme consta no próprio relatório da Petrobrás, foram mais 100 mil postos de trabalho terceirizados perdidos entre 2015 e 2022. Quem já sentiu esse facão na própria carne não pode deixar esse projeto voltar ao poder.

Quem paga a conta das privatizações são os trabalhadores e o povo pobre

  • BR Distribuidora – a privatização resultou em milhares de demissões, redução drástica de salários e destruição do acordo coletivo. Com a venda da BR a Petrobrás não vende mais de forma direta ao consumidor.
  • RLAM (BA): Vendida a um fundo árabe com a promessa de melhorar a concorrência, acabou se tornando um monopólio privado. Resultado: o combustível na Bahia é ainda mais caro que no resto do país.
  • Fafen-PR: Fechada no governo Bolsonaro em 2020, gerou quase mil demissões (efetivos e terceirizados). Só reabriu em 2024 graças à luta dos trabalhadores.
  • Fatiar a empresa significa demissões para os terceirizados e transferências forçadas para os concursados, como já ocorreu.

Votar em Flávio Bolsonaro significa:

  1. Entrega a toque de caixa da Petrobrás: Votar em Flávio significa um voto pelo salto na privatização e entrega do nosso petróleo e riquezas ao capital privado e estrangeiro, como quer Trump.
  2. Combustível e gás mais caros: Bolsonaro “pai” privatizou refinarias e até hoje o povo na Bahia e no Amazonas paga combustível ainda mais caro que aqui. Com mais privatizações quem paga a conta são os setores mais pobres da classe trabalhadora, que voltaram a cozinhar à lenha.
  3. Submissão direta a Trump: Flávio é a candidatura oficial de Trump, porta-voz dos interesses estadunidenses e estrangeiros, que quer entregar o Brasil de bandeja pros gringos.
  4. Lucro para os bilionários, conta para o povo: Flávio priorizará ainda mais os bilhões para o bolso de acionistas e fundos de Wall Street; tudo que já está ruim pode piorar muito.
  5. Desmonte do patrimônio público: O projeto do bolsonarismo no passado vendeu R$173 bilhões em patrimônio da Petrobrás, incluindo refinarias essenciais para o país; um novo governo privatizará ainda mais.
  6. Destruição ainda mais acelerada do meio ambiente: Flávio é a candidatura oficial do agro, e, assim como o pai, promete mais desmatamento, expansão de garimpos ilegais e danos irreparáveis às terras dos povos indígenas. E todo o planeta paga essa conta, sobretudo os mais pobres.
  7. Mais precarização e terceirização do trabalho: Bolsonarismo significa paralisação de concursos públicos e mais demissões, ou seja menos empregos e com menos direitos.
  8. Perda de direitos sociais: a extrema direita apoia cortes profundos nos direitos dos brasileiros, é contra o fim da escala 6×1, contra o aumento do salário mínimo e defende as contrarreformas trabalhista e previdenciária, que pioraram muito a vida do trabalhador brasileiro. Se depender deles nunca acabaremos com a escala 14X14 no offshore e tantos outros abusos que acontecem na Petrobrás.
  9. Caso Banco Master: Flávio é investigado no caso do Banco Master, com documentos apontando que ele negociou R$134 milhões com o banqueiro preso por fraudes bilionárias para financiar propaganda da sua família com (muito) dinheiro público.
  10. Ameaça a nossos direitos democráticos: A candidatura de Flávio Bolsonaro desde já é sustentada por manobras e arroubos golpistas. Defendemos nosso direito a se organizar, a ter nossos sindicatos, nossas assembleias, nossos direitos políticos e individuais. O lado deles é de quem exalta a ditadura militar e figuras ligadas aos assassinos de Marielle Franco. Para os trabalhadores, prisão e morte. Para os poderosos, impunidade e licença para matar. Dar poder a esse grupo é fortalecer as violências, o racismo, o machismo e a LGBTfobia na nossa sociedade. O Brasil já é hoje um campeão de feminicídio, precisamos enfrentar isso e não dar arma para redpill. É pela vida das mulheres!

Independência de classe e autonomia diante dos governos

Denunciamos a extrema direita, mas não nos iludimos com a conciliação de classes. Chamamos os trabalhadores a seguir a luta pelo fim da escala 6×1, pela igualdade de escalas dos terceirizados com os efetivos, pelo fim da escala 14×14, pelo retorno do fundo garantidor para os terceirizados, para que a Petrobrás garanta a responsabilidade pelas empresas que contratam! Chega de calotes!

Chamamos também a lutar para barrar o novo leilão de petróleo que acontecerá agora, dia 7/10.

A direção majoritária do movimento sindical apostou todas as fichas no governo, no congresso e no judiciário – as mesmas instituições que aprovaram o desmonte trabalhista e legitimaram o fatiamento da Petrobrás. Esperar soluções dos gabinetes não acabou com a escala 6×1 nem reestatizou o que foi vendido.

Seguimos na luta!

  • Por uma Petrobrás 100% estatal, pública, sob controle dos trabalhadores e a serviço do Brasil.
  • Pela reestatização da BR Distribuidora e de todos os ativos entregues.
  • Em defesa da isonomia de salários e direitos entre efetivos e terceirizados.
  • Fim da Escala 6×1 e garantia de escala 14×21 para todos os trabalhadores offshore.
  • Fundo garantidor: responsabilidade da Petrobrás pelos calotes das contratadas e fim das “empresas gatas”.
  • Respeito à organização sindical e nenhuma punição a quem luta.

A nossa luta é todo dia! Chamamos todos para fortalecer nossa mobilização e barrar o novo leilão de petróleo do dia 07/10.

Nenhum voto em Flávio Bolsonaro, chega de privatização na Petrobrás.

Últimas Notícias