A defesa do PPSP1-BD, o fim dos equacionamentos, o pagamento das dívidas da patrocinadora e a rejeição à migração para um plano CD são os principais eixos da mobilização dos aposentados e pensionistas que está acontecendo quinzenalmente
Aposentados e pensionistas da Petrobrás realizaram ato, na terça (29/09), na entrada do EDISEN em defesa dos direitos dos participantes e assistidos da Petros.
A mobilização cobrou da Petrobrás, da Petros e do governo federal medidas para enfrentar o déficit do PPSP1-BD e impedir que petroleiras e petroleiros continuem arcando, por meio dos equacionamentos, o pagamento de déficits que não são de responsabilidade dos trabalhadores, mas de prejuízos atribuídos à má gestão na Petros.
Petrobrás é cobrada por dívida com o Plano
Uma das principais reivindicações apresentadas é o pagamento, pela Petrobrás, dos valores que os participantes consideram devidos ao plano PPSP1 de benefício definido (BD).
Durante o ato, as falas pontuaram sobre a temática da repactuação e a divisão de massas realizadas no passado e que só prejudicaram a categoria.
A manifestação quinzenal visa pressionar a Petrobrás a assumir suas responsabilidades, pagando sua dívida, para dar um fim das PEDs.
Equacionamentos comprometem renda de aposentados
O impacto dos planos de equacionamentos de déficits, os chamados PEDs, sobre a renda, principalmente, dos aposentados foi denunciado na manifestação. O diretor do Sindipetro-RJ, Antony Devalle afirmou que há contracheques zerados! Houve casos de suicídio.
E o ataque ao poder aquisitivo dos aposentados ganha ainda maior dimensão se considerarmos que na terceira idade são necessários mais investimentos na saúde e no bem estar.
Não é mais possível que os trabalhadores que ajudaram a erguer e manter a Petrobrás funcionando e em crescimento continuem sendo penalizados por decisões tomadas na administração da Petros com o aval da patrocinadora Petrobrás que tantas vezes usa seu voto de minerva nas decisões do Conselho Petros.
Portanto, a responsabilidade da situação atual é das sucessivas administrações Petros, na da Petrobrás e no governo federal – que não deram solução ao problema de dívidas, deixando a situação ficar cada vez mais grave.
Aos trabalhadores da ativa
Durante o ato, foi feito um alerta de que participantes destacaram que o modelo atual da previdência complementar dos petroleiros já sofreu mudanças em relação ao plano em períodos anteriores, então é importante ter uma unidade na luta entre aposentados e ativos para que não sejam impostas novas perdas de direitos.
E sobre a possível proposta de migração do plano de benefício definido (BD) para planos de contribuição definida (CD) foi defendida a manutenção do PPSP1 BD para que não haja mais perdas ainda de direitos.
Veja o vídeo:
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