Sindipetro-RJ protesta contra megaleilão do petróleo

O Sindicato, junto com ambientalistas e organizações, realizou mobilização no Centro do Rio, em frente à sede da ANP, contra a entrega de áreas para exploração de petróleo e gás; 56 blocos foram arrematados e os bônus de assinatura ultrapassaram R$ 3,5 bilhões

Na manhã da quarta (07), a mobilização reuniu petroleiros, organizações ambientalistas, movimentos sociais e representantes de povos indígenas e quilombolas. O protesto denunciou os impactos ambientais e sociais da expansão da exploração e questionou a entrega de áreas estratégicas ao setor privado.

Apesar dos protestos, o megaleilão foi realizado. Pela manhã, no regime de partilha do Pré-Sal, sete das 13 áreas ofertadas receberam propostas, totalizando cerca de R$ 530,5 milhões em bônus. Não houve disputa entre empresas: cada área recebeu apenas uma oferta.

À tarde, no regime de concessão, foram arrematados 49 blocos exploratórios e três áreas com acumulações marginais, com bônus de aproximadamente R$ 3 bilhões. A Petrobrás teve papel central no resultado, arrematando 19 blocos, sendo 12 sozinha na Bacia de Campos e sete na Bacia do Ceará em parceria com a QatarEnergy.

No leilão de concessão, apenas dez dos 49 blocos tiveram mais de uma oferta. Outros 36 blocos aptos não receberam propostas. No Pré-Sal, seis das 13 áreas oferecidas também ficaram sem interessados.

Petróleo, meio ambiente e soberania

Para o Sindipetro-RJ, a mobilização contra o leilão está inserida em uma luta mais ampla pela utilização das riquezas naturais em benefício da população brasileira e pela preservação ambiental. Sobre o bônus, ele pode parecer que é bom, porque o Estado brasileiro arrecadou um valor, mas é preciso avaliar que não é um valor considerável diante da riqueza das reservas leiloadas nem será usado em benefícios para grande parte do povo. A mobilização também chamou atenção para áreas da chamada Margem Equatorial. Na Bacia do Ceará, sete blocos foram arrematados pela Petrobrás, em parceria com a QatarEnergy, ampliando a área sob contratos de exploração na região.

Veja o vídeo:

Após participar do protesto, o Sindipetro-RJ se somou à mobilização estudantil que tomou o Centro do Rio na tarde da quarta (07). 

Últimas Notícias