Na tarde da quinta (13), em reunião convocada pelo RH sobre o ACT 2025/2026, a Empresa nada apresentou para que as negociações avancem. Só tem retrocesso! A Estatal registrou mais de R$ 74bi de caixa livre (2024) e a gestão atual quer enfiar a faca no pescoço dos petroleiros? Vamos construir a greve, vamos à luta!
Logo no início da reunião, a FNP questionou todos os ataques feitos recentemente pela holding e subsidiárias em vários setores como Apropriação, Offshore, SMS, PBIO, LOEP, entre outros, durante as negociações do ACT.
O RH deu uma desculpa esfarrapada de que não são ataques, porque os atos da gestão não podem parar durante o ACT. Certamente, nenhuma gestão pode ficar engessada durante as negociações de ACT, mas precisa haver respeito a partir do momento da instalação da mesa de negociações onde as questões devem ser colocadas em debate com a representação sindical para que se tente chegar num consenso. Mas, a gestão atual age de forma arbitrária, prejudicando setores, rompendo acordos com o Sindicato e os trabalhadores, como a Transpetro fez, por exemplo, na Apropriação. Isso não é respeitar o processo negocial!
Se a Empresa entende que há temas relacionados aos trabalhadores que não podem esperar, que estes sejam levados para a mesa! Nada justifica atacar direitos durante o ACT!
Mesmo notificado da ampla rejeição da segunda Proposta da Empresa em assembleias nas bases dos sindicatos da FNP, o RH da Petrobrás teve o desplante de ler e de defender a Proposta indecorosa já rejeitada! Pior, confessou que precisa resolver questões judiciais no ACT e ameaçou com a “lembrança” de que o ACT pode ir parar no Judiciário.
E, mais uma vez, propôs a marcação de mais reuniões. A FNP quer respostas!
A Transpetro marcou reunião, no próximo dia 19, especificamente para tratar o tema da Apropriação.
A FNP cobrou a revogação dos desimplantes no Offshore e frisou, novamente, reivindicações importantes como a inclusão de questões que não estão no acordo específico de Teletrabalho; periculosidade; isonomias das subsidiárias com a holding; não à privatização da PBIO; as regras para os terceirizados; ACT com validade de um ano, considerando as prováveis incertezas políticas e econômicas em 2026; revisão do tempo de HETT e cobrança de apresentação do estudo que o RH disse que foi feito para determinar aumento de 2-3 minutos para o tempo que já é exíguo para a troca de turno; o pagamento da dívida da Petrobrás com a Petros para dar um fim aos PEDs assassinos; a pauta dos Oprimidos, onde realmente houve avanços, mas ainda há graves problemas a serem resolvidos como a possibilidade de transferência das vítimas, o feriado de 20/11 que não é pago como feriado para trabalhadores em turno, a pauta das mulheres possui ainda reivindicações importantes como os camarotes para as embarcadas, separando quem é de turno e quem é de sobreaviso, e a garantia de mais banheiros nas unidades, entre outras ; e também pontos do PAE, AMS, PcDs, entre tantos outros que a Petrobrás tem condições de resolver já, sendo muitos que nem dependem de desembolso.
Lamentavelmente, destacou-se na reunião a inconveniência do assessor de gabinete da presidência da Estatal, que tentou desestabilizar a mesa, comparando a gestão da gigante petrolífera à administração das gestões sindicais. Provocação! A FNP rechaçou a postura do assessor na mesa e vai discutir internamente medidas contra esse tipo de comportamento inadequado em reuniões com a Petrobrás.
O Sindipetro-RJ convoca todos à Plenária nesta sexta (14), às 18h.
Entre na sala zoom e participe!