Empresa começa o teatro com entrega de Proposta totalmente insuficiente e frente a tamanho desrespeito, a FNP descartou essa primeira Proposta de imediato
Na terça (02), a Petrobrás, em reunião no Edifício Horta Barbosa (EDIHB) com a representação sindical da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), conforme o calendário de negociações, apresentou uma insossa Proposta com nenhum tipo de ganho real salarial para seus trabalhadores próprios, efetivando somente a reposição da inflação no período, indicando a validade do próximo ACT por dois anos.
O que se observa é uma posição bem conservadora, típica da técnica de baixa negociação que joga uma primeira Proposta lá embaixo, ignorando a Proposta da FNP. A Petrobrás precisa respeitar as demandas da categoria apresentadas pela representação sindical! Leia mais: https://fnpetroleiros.org.br/fnp-protocola-pauta-do-act-2025-2026-junto-as-empresas-do-sistema-petrobras/
A Proposta apresentada em nada avança e não traz questões fundamentais do ACT como, por exemplo:
aumento real e reposição das perdas do governo Bolsonaro e do período anterior;
Teletrabalho;
RMNR;
perdas dos aposentados;
descarta a proposta da FNP de revisão das tabelas de médias de HETT (que afeta na base do RJ unidades como CENPES, Boaventura e TABG);
sepulta o 2040;
ignora um capítulo inteiro sobre plataformas; e
nada avança em temas como terceirizados, PcDs, mulheres, etc.
PCCS
As negociações do ACT começam com a Petrobrás suspendendo todas as outras negociações que estavam em curso nos últimos anos, usando como motivo a negociação do ACT, que se seguir desta forma não poderá sequer ser chamada de negociação.
Terceirizados
Na Proposta, a Petrobrás apresentou a intenção de contratar empresas para assessorar a fiscalização de contratos com empresas prestadoras de serviços. O que a Proposta da FNP reivindica não é a criação de mais um esquema de terceirização, mas qualificar os próprios, contratar pessoal e criar a carreira de fiscal.
Denúncia AMS
Na reunião, a FNP questionou denúncia de que a Petrobrás estaria tentando alterar regras das cirurgias pela AMS, reduzindo valores reembolsados, atingindo especialmente gestantes que não poderiam escolher a equipe médica no momento do parto. Essa mudança representa enorme retrocesso! A categoria não pode ser moeda de corte de custos da Petrobrás!
ACT – Somente com mobilização será possível haver conquistas e avanços! Vamos à luta!