Próprios e terceirizados fazem atraso para pressionar Petrobrás a avanços no ACT seguindo calendário de mobilizações organizado pela FNP e Sindipetro-RJ
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No início da manhã do dia 07/11, próprios e terceirizados fizeram ato na luta por melhores condições de trabalho no Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí-RJ, onde a pauta de reivindicações no ACT 2025/2026 é extensa.
Em setembro do ano passado, quando Lula esteve no Boaventura para inaugurar a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), houve promessas de que ali seria um “polo do futuro”. Na época, apesar da FNP ter sido excluída do cerimonial, foi distribuída Carta Aberta ao Governo Federal e à Presidência da Petrobrás sobre questões urgentes e pontuais no Boaventura.
E, hoje, o crescimento do Complexo é evidente. O problema é que isso está acontecendo com muita exploração dos trabalhadores.
O tempo para a Hora Extra Troca de Turno (HETT), por exemplo, permanece defasado; e não há gratificação de Campo Terrestre de Produção.
Recentemente, a Petrobrás alterou o transporte de turno dos trabalhadores. Não aceitaremos quaisquer retrocessos!
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Terceirizados
Uma das várias reivindicações é o pagamento do adicional de periculosidade para todos os terceirizados, pois nem todos que circulam no Complexo recebem o adicional. Inaceitável!
Nova denúncia
Os técnicos contratados pela empresa Doulos fazem no Boaventura a vistoria dos caminhões-tanque – pelo menos 15/dia que são carregados de gás liquefeito de petróleo (GLP) e , a pesagem e o carregamento.
Segundo relatos, esses técnicos estão com salários rebaixados, fazendo serviços de auxiliar de operação; a jornada que está sendo exigida é de 7 às 17h, de segunda a sexta com escala que, às vezes, também incluindo o sábado, numa prática inaceitável da combatida escala 6×1 que precariza ainda mais os terceirizados na Petrobrás. Esses trabalhadores estariam recebendo auxílio refeição de apenas R$ 26/dia para levarem café da manhã, almoço e lanche. Não dá!
Na Pauta da FNP, entregue ao RH em 22/07 passado, foi incluída uma nova cláusula sobre Regras para Terceirizados:
– igualdade de escala e de auxílios com próprios;
– 5 grupos de turno com relação 1 para 1 e meio;
– fim da escala 6×1;
– igualdade de salários por categoria e por região;
– isonomia alimentar com próprios; e
– criação de fundo garantidor para evitar calotes.
Veja o vídeo com o diretor da FNP, Marcos Dias, gravado durante o trancaço, que fala sobre as demandas da CS Brasil e da 1001 .
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