Sob novos bombardeios e desprezo da comunidade internacional palestinos enfrentam o extermínio promovido por Israel em Gaza
O Ministério da Saúde Palestino em Gaza relatou que desde 18/03, os incessantes ataques aéreos de Israel contra a região já mataram 792 pessoas, deixando 1.663 feridos. O número total de mortos desde o início da guerra em 7 de outubro de 2023 já ultrapassou 50.144, com 113.704 pessoas feridas. E assim, segue o morticínio de uma população que vê a história se repetir como tragédia, tentando sobreviver a mais uma catástrofe, desde 1948, uma nova Nakba, desta vez mais sangrenta e odiosa promovida pelos sionistas.
Crianças em situação de extermínio
Os números acima mostram o extermínio de mais de 15.613 crianças, que aos olhos do Ocidente não possuem rostos, sendo invisibilizadas pelo desprezo. Por incrível que pareça são crianças que possuíam pais, nome e endereço, conforme consta no relatório de 474 páginas divulgado pelo Ministério da Saúde Palestino em Gaza.
Nesse contexto conhecemos a história de Hind Rajab, uma menina de seis anos que foi assassinada em janeiro 2024, durante um ataque sionista em Gaza. Sua morte ocorreu quando sua família tentava escapar de um bombardeio. Ela sobreviveu, mas teve o socorro impedido pelas forças de ocupação sionistas, mas se tornou um símbolo da violência enfrentada por crianças e civis em Gaza, contra a máquina de extermínio de Israel.
Hoje existe uma fundação com o nome de Hind Rajab que rastreia sionistas acusados de crimes de guerra em Gaza, apresentando acusações similares em países como Argentina, Chipre, França e Sri Lanka, atuando também junto ao Tribunal Penal Internacional (TPI), inclusive aqui no Brasil.
O silêncio da mídia
Em rede sociais, se pode observar as chocantes cenas de crianças sobreviventes aos bombardeios israelenses sendo amputadas em hospitais precários, por conta das bombas sionistas, sem anestesia que não chega por conta dos bloqueios promovidos por Israel para impedir a entrada de ajuda humanitária em Gaza, mas isso não está merecendo a mínima atenção da grande mídia. Os crimes como sequestros e assassinatos contra os palestinos são solenemente ignorados.
Aqui no Brasil, nem mesmo a morte de um brasileiro é mostrada, como é o recente caso que envolve um jovem de 17 anos, Wallid Ahmed, morto em masmorras sionistas, na prisão de Meggido, em Israel, que não está merecendo nenhum espaço em manchetes dos principais sites, jornais e chamadas de telejornais brasileiros.
Cineasta torturado
Após ser espancado por colonos, o codiretor palestino Hamdan Ballal, do documentário vencedor do Oscar “No Other Land” deste ano, ainda foi detido pelo exército israelense que o torturou. Após repercussão do caso, ele disse à Agência AFP que ficou vendado 24h, sendo libertado nesta terça-feira (25/03), com várias escoriações no rosto e no corpo.
Audiovisual brasileiro incorpora luta palestina
Profissionais do audiovisual brasileiro lançaram uma campanha em defesa do povo palestino. A iniciativa é um abaixo-assino digital que denuncia o genocídio na Palestina perpetrado por Israel, convocando a mobilização
“Estamos diante do mais hipervisível genocídio da História, documentado à exaustão pela própria população de Gaza, onde mais de 50 mil palestinas e palestinos foram mortos desde outubro de 2023. As imagens de pessoas queimadas vivas, famintas, e com suas casas totalmente destruídas se somam a mais de sete décadas de violações sistemáticas dos direitos humanos e do direito internacional perpetradas por Israel. Como profissionais do audiovisual brasileiro, não podemos nos silenciar: o genocídio, o apartheid e a colonização não vão parar sozinhos”, diz um trecho do documento.
A campanha pede que festivais de cinema rompam com os laços com empresas sionistas que patrocinam diversas atividades no setor no Brasil como festivais e distribuição de filmes.
“Do mesmo modo, demandamos que os festivais de cinema e instituições promotoras da produção e circulação do audiovisual rompam os laços de cumplicidade com as atrocidades cometidas por Israel, desfazendo vínculos e negando parcerias com organizações cúmplices do apartheid e do genocídio. Ressaltamos que existe uma responsabilidade histórica diante dos esforços de normalização desses crimes, sendo inaceitável promover a circulação de filmes que buscam legitimá-los”, cobra o manifesto.
É preciso boicotar Israel e as empresas que apoio o genocídio contra os palestinos
Uma das principais campanhas internacionais de solidariedade com a Palestina segue em andamento, promovendo iniciativas para a imposição de um boicote e sanções à Israel. O Boicote Desinvestimentos e Sanções (BDS) visa convocar a sociedade civil e estados a cortar o fluxo de negócios, capital e legitimidade para Israel a fim parar o ciclo de colonização e violência contra palestinos.
Desde o início do genocídio em Gaza, a linha do BDS passou a inspirar também movimentos estudantis e sindicatos com o emprego de táticas diversas, como bloqueios físicos de navios destinados à Israel, greve e recusa em participar de atividades laborais no comércio com Israel e campanhas para que universidades e fundos de pensão se desvinculem de empresas que lucram com a ocupação sionista.
Petrobrás não venda petróleo para um estado genocida!
Segundo uma reportagem publicada pelo Observatório do Clima (https://www.monitordooriente.com/20240621-petroleo-brasileiro-do-pre-sal-esta-sendo-vendido-para-israel/) , um veículo brasileiro dedicado ao jornalismo ambiental. Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, o Brasil é um dos cinco maiores fornecedores de petróleo cru para Israel. O BDS encampou, essa denúncia e cobra que o governo Lula suspenda os negócios da Petrobrás com Israel. O Sindipetro-RJ também se coloca contra a venda de petróleo e combustíveis para Israel. É inadmissível que o Brasil forneça combustível para manter a máquina de guerra sionista que segue matando mais de 50 mil pessoas na Palestina!
Dia da Terra Palestina
No próximo dia 30 de Março, é lembrado o Dia da Terra Palestina, que marca uma homenagem à greve geral e as grandes manifestações contra a expropriação de terras palestinas pela ocupação sionista, que ocorreram nessa mesma data em 1976. Neste episódio, seis civis palestinos foram mortos e centenas foram presos e feridos pelo forças sionistas. Esse dia marca a luta contra a construção de assentamentos israelenses em terras palestinas.
Aqui no Rio de Janeiro, na próxima sexta-feira (28/03), durante o ato “Todos Juntos pela Educação”, está programada uma manifestação que terá concentração a partir das 15h na Candelária, Centro do Rio, promovida pelo Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino.