Ato no EDISEN cobra fim de calotes contra terceirizados da LCD

Movimento é apoiado pela Frente Ampla Sindical do Sistema Petrobras (FASSP), integrado pelo Sindipetro-RJ, tem por objetivo unir forças para defender todos os trabalhadores contratados do sistema Petrobrás

A unidade do movimento sindical em torno da luta dos trabalhadores do sistema Petrobrás

Na manhã desta segunda-feira (14/07), trabalhadores da empresa LCD, contratada do Sistema Petrobrás, promovem uma mobilização na sede da Companhia, no EDISEN, Centro do Rio de Janeiro, contra atrasos de salários e benefícios, e calotes em rescisões contratuais. Eles exigem uma reunião com a representação da Petrobrás para resolução do problema.

A FASSP denuncia os constantes problemas relacionados com trabalhadores terceirizados de todo o Sistema Petrobrás que sofrem rotineiramente com atrasos e calotes. Além disso, ocorre a suspensão do plano de saúde, que muito tem prejudicado trabalhadores e familiares.

A frente ampla sindical exige da direção da Petrobrás: fundo garantidor, piso regional, igualdade de escalas e horas de trabalho, impedir que sejam celebrados contratos com empresas terceirizadas que estejam inadimplentes com trabalhadores.

As informações atualizadas sobre a situação dos trabalhadores da LCD, dão conta de que a Petrobrás fez um repasse para a LCD, mas a terceirizada não pagou a totalidade que deve aos seus trabalhadores.

Sindipetro-RJ cobra da Petrobrás sobre terceirizados

O fato é que os trabalhadores a cada dia passam por situação de penúria pelo calote aplicado pela LCD, e as direções da Petrobrás e Transpetro se mostram inertes, são dar uma solução.
A LCD é herdeira de  contratos que eram operados pela empresa MIPE, que absorveu também os trabalhadores.

O Sindipetro-RJ cobra da direção do sistema Petrobrás um maior rigor na realização de contratos de empresas terceirizadas, em que seja considerados reincidências que prejudiquem sistematicamente trabalhadores com atrasos e calotes.

Formam a FASSP, o Sindipetro-RJ, Sintraconst-Rio, Sindimetal-Angra, Siticomm Duque de Caxias e o Sintramon-Itaboraí.

Reunião emergencial

No fechamento desta reportagem, a Petrobrás convocou uma comissão de representantes dos sindicatos, incluindo o Sindipetro-RJ, e de trabalhadores da LCD, para uma reunião emergencial no EDISEN, com a presença também de representantes da terceirizada.

O representante da LCD disse que a empresa vive um processo reestruturação, após ser adquirida por uma novo acionistas, informando que a Petrobrás representa 90% da carteira de clientes da empresa, e que, sem a continuidade dos contratos com a companhia não será possível regularizar a situação, reconhecendo a legitimidade do movimento, e que apesar dos pagamentos realizados, após o aporte da Petrobrás, ainda há problemas com o pagamento do FGTS, desconto de pensões alimentícias, férias e rescisões.  A LCD mais uma vez disse que está trabalhando para regularizar a situação.

O estranho dessa história toda, é que a empresa segue participando da licitação de novos contratos dentro do sistema Petrobrás. O representante da LCD disse ainda  que tem participado dessas licitações por conta de liminares obtidas na justiça, e que isso tem ajudado também na alavancagem de créditos bancários para equilibrar o caixa.

A Petrobrás efetivou diretamente aos trabalhadores o pagamento do mês de maio, e repassou a LCD o pagamento de junho, que está sendo pago em partes, homeopaticamente. A companhia  pontuou que está cobrando e  mediando a situação para a solução do problema, exigindo da LCD um oficio em que a empresa terceirizada se comprometa a regularizar toda a situação.

Os trabalhadores da LCD informam que só retornarão ao trabalho em todas as frentes de trabalho quando todos os passivos estiverem resolvidos, incluindo a regularização do plano de saúde, alimentação, salários e rescisões, cobrando ainda um retorno organizado das atividades através de uma comunicação otimizada.

O Sindipetro-RJ ao final da reunião cobrou da Petrobrás uma reunião para discutir sobre equiparação salarial, isonomia no tratamento de periculosidade, fundo garantidor, igualdade de escalas e horas de trabalho, entre outros pontos.

No final das contas ficou evidente que sem pressão nos patrões, as demandas dos trabalhadores não serão resolvidas. Os trabalhadores da LCD mostram mais uma vez isso.

 

Últimas Notícias