O Sindipetro-RJ marcou presença em uma manifestação realizada nesta quinta-feira (09/10) contra a intenção do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, em privatizar o que restou da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae)
A perspectiva de mais um processo de privatização do saneamento e da distribuição de água no estado do Rio de Janeiro reuniu em um ato com ampla participação de movimentos populares, sindicatos, trabalhadores e moradores de favelas em protesto no Palácio Guanabara contra a venda de ações da Cedae.
“Assim como o petróleo é do povo brasileiro, a água também é. É uma covardia o que vem sendo feito com a população. A tarifa cobrada em muito lugares aumentou 20 vezes, prejudicando em demasia o povo. Aqui estão presentes pessoas de mais de 10 comunidades do estado do Rio de Janeiro, reivindicando o fim desse processo de privatização da água”, disse o diretor do Sindipetro-RJ, JP Nascimento, presente ao ato.
Além disso, o protesto composto por mais de duas mil pessoas, denunciou que há uma piora serviço desde quando as concessionárias assumiram a distribuição de água. A defesa da água como bem público e da soberania hídrica no estado do Rio de Janeiro foram as principais bandeiras da manifestação.
O consórcio Hidro Rio venceu uma licitação de R$ 18,75 milhões para elaborar um estudo e avançar com a proposta. Na prática, pesquisadores alertam que a medida representa a privatização de uma etapa considerada fundamental para segurança hídrica do estado. Isso porque a Cedae tem como foco da produção de água que chega nas torneiras da população fluminense.
Privatização do sistema está piorando a situação da água no Rio
A privatização da distribuição da água foi apresentada pelo governo Castro com apoio do então presidente Bolsonaro em 2021, como solução para a crise financeira do Rio de Janeiro. Com a chegada das concessionárias, os problemas com falta d’água, aumento de tarifas e rompimento de adutoras se multiplicaram.
Água é direito humano fundamental, não mercadoria. Seguiremos na defesa de uma Cedae pública, privatizar faz mal ao Brasil!