Caos na UMTJ – UMS acoplada na P-74

O Sindipetro- RJ recebeu informações de um lamentável evento que ocorreu a bordo da P-74 no último sábado (13/09). Trabalhadores terceirizados estão sendo proibidos pelo Geplat de se deitarem em tatames no horário de descanso

Trabalhadores da empresa Estrutural que estão trabalhando na campanha de UMS, submetidos ao modo “Acomodation” (quando a UMS transborda os trabalhadores para a plataforma e desacopla em seguida, retornando no fim do turno), denunciaram que foram proibidos pelo Geplat da P-74 de se deitarem nos tatames no horário de descanso.

Comida de baixa qualidade e proibição de uso de banheiros

Há ainda relatos de que as marmitas fornecidas para alimentação não são de boa qualidade, não tendo variedade, sem opções de saladas e sobremesa. Também foi relatado que os trabalhadores foram proibidos de utilizar os banheiros do casario, sendo obrigados a ter que caminhar uma distância considerável na área industrial para poder acessar os containers sanitários.

O Sindipetro-RJ acionou o RH de Búzios que marcou reunião prontamente para esclarecimentos dos pontos. O Sindicato em reunião denunciou todos os pontos e rechaçou o gerenciamento da gestão da Petrobrás na condução desta situação, pois os trabalhadores vinham há muito tempo fazendo várias reclamações. Agora, chegar ao ponto de proibir um trabalhador de usar o banheiro é algo inadmissível.

Gestão disse que vai contratar um container sanitário

A gestão da empresa informou que já está contratando um container sanitários e outros de convivência para descanso dos trabalhadores que atende todos os itens da NR 37 que será instalado ao lado do casario, assim como está sendo implementado o fornecimento de sobremesa e a disponibilidade de mais opções no cardápio. Foi informado ainda que está sendo discutido um aditivo no contrato da empresa de hotelaria para fornecimento de salada crua.

O diretor do Sindipetro-RJ, Cristiano Fernandez irá embarcar na UMTJ nesta semana e acompanhará in loco a situação dos trabalhadores da Estrutural. O Sindicato reforça que o bem-estar do trabalhador é essencial para um ambiente de trabalho sadio e que a Petrobrás tem que dar prioridade a está questão.

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