Em pauta, a supressão das folgas e os desimplantes promovidos pela Petrobrás, fato que tem irritado bastante os trabalhadores e trabalhadoras de diversos setores da companhia, e a construção de uma greve
Nesta segunda-feira (10/11), o Conselho de Representantes do Sindipetro-RJ (CONREP) esteve reunido para debater a mobilização dos trabalhadores do sistema Petrobrás.
O CONREP debateu a necessidade da construção de uma greve unificada com os Sindipetros da FNP e FUP. Foi definido que é preciso intensificar as mobilizações, organizar os setores atacados e construir o movimento grevista.
O Conselho também aprovou resoluções como uso de roupa preta e de um adesivo “Tô de olho”, na próxima quinta-feira (13/11), data da próxima reunião sobre o ACT com a Petrobrás.
Maldade ou malandragem?
O CONREP debateu os ataques da Petrobrás contra a categoria, principalmente aos trabalhadores de setores cruciais como LOEP (Apoio Logístico), Apropriação (Transpetro), médicos, dentistas, técnicos de enfermagem e do Offshore.
Pior: a própria empresa reconhece esses ataques. Na reunião de segunda (10/11), ela admitiu que quer “negociá-los” para, na prática, legitimá-los no Acordo Coletivo (ACT). Fica a pergunta: isso é pura maldade ou malandragem?
Na próxima sexta-feira (14/11), às 18h, será realizada uma reunião híbrida ampliada com esses setores para a construção de uma mobilização conjunta.
Live “R$ 32,7 bi da Petrobrás: pra onde vai a renda petroleira?”
Ainda na quinta-feira, o Sindipetro-RJ vai promover, a partir das 18h, uma live, a partir do mote “R$ 32,7 bi da Petrobrás: pra onde vai a renda petroleira?”, com o economista Gustavo Machado do ILAESE, para avaliação do recente relatório da Petrobrás sobre o desempenho financeiro e operacional da empresa para o terceiro trimestre (3T), de 2025, que registrou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões.