Ditadura Nunca Mais e cadeia para os golpistas de 08/01!

Na tarde de terça-feira, 1⁰ de abril, foi realizado um ato em descomemoração aos 61 anos do golpe civil-militar de 1964, que teve concentração em frente à sede do antigo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), no Centro do Rio de Janeiro, partindo em passeata para a sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)

 

O ato “Ditadura Nunca Mais” em sua pauta também reivindicou punição aos golpistas de 08/01/23, liderados por Bolsonaro, além de contar com uma coluna em defesa dos palestinos. O grito “Sem anistia” foi ecoado por mais de 500 pessoas presentes à manifestação.

As falas foram pontuadas na lembrança daqueles que tombaram na luta de resistência contra ditadura civil militar que foi marcada por ser um regime de exceção que fechou sindicatos, perseguiu e torturou sindicalistas e militantes políticos.

Petrobrás foi usada pela ditadura

O diretor do Sindipetro-RJ, Antony Devalle marcou presença no ato e relembrou como a ditadura atuou contra os trabalhadores da Petrobrás.

“É importante estar aqui no prédio do DOPS, um antigo centro de tortura de presos políticos, ao lado da sede da Petrobrás, essa mesma empresa que foi um instrumento a favor dos interesses da ditadura empresarial militar, servindo aos grandes capitalistas que bancaram o regime. Regime esse que usou a Petrobrás, por exemplo, em crimes contra a população indígena no Vale do Javari, no estado do Amazonas; contra moradores da favela Vila Socó, em Cubatão-SP, em que foram vítimas de uma grande explosão de um duto de gasolina da Petrobrás, entre outras situações, histórias essas contadas numa pesquisa que depois se tornou livro, apoiada pelo Sindipetro-RJ, entre outros sindicatos petroleiros, “Petrobrás e petroleiros na ditadura: trabalho, repressão e resistência”, disse o diretor do Sindicato.

O livro citado por Antony foi produzido pelos pesquisadores Lucia Praun, Alex de Souza Ivo, Carlos Freitas, Claudia Costa, Júlio Cesar Pereira de Carvalho, Marcia Costa Misi e Marcos de Almeida Matos.

O legado da ditadura continua nos dias atuais

Antony Devalle lembrou que alguns preceitos econômicos e a totalidade dos repressivos na segurança pública, daquela época, continuaram sendo aplicados até hoje com as políticas de privatizações, desmonte na Petrobrás e normalização da violência policial.

“A ditadura foi empresarial-militar, a serviço de grandes capitalistas, brasileiros e estrangeiros. Esses aspectos, além da grande repressão em favelas e outras áreas de periferia, são fios condutores entre a ditadura de 1964 e a atualidade”, finalizou.

 

Confira o vídeo produzido pelo Sindipetro-RJ na cobertura do ato no Centro do Rio, no prédio do antigo DOPS

 

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