Greve Geral (14/06) – Classe operária entra em cena

Atualizado às 12h20 – 18 de junho de 2019

A movimentação deste 14 de junho, dia da Greve Geral contra a reforma da Previdência e em Defesa da Edu­cação, foi intensa nas unidades da Petrobrás no Rio de Janeiro e em todo o país, o que demonstrou também que petroleiras e petroleiros das bases da FNP e FUP têm disposição de luta e seguirão com força total contra a retirada de direitos e o desmonte da Petrobrás.

Na Ilha do Governador, no Terminal Aquaviário Baia da Guanabara (TABG), trabalhadores efetivos e terceiri­zados realizaram paralisação com greve e corte de rendi­ção de todos os turnos com o terminal operando com a equipe de contingência.

Da mesma forma no Terminal Baia da Ilha Grande (TEBIG – foto) em Angra dos Reis-RJ e no TEJAP (Terminal Japeri).

No Centro de Pesquisas da Petrobrás (CENPES) hou­ve corte de rendição de parte dos turnos e atraso de duas horas na entrada. Adesão com empregados do ADM e turno que não foram trabalhar. Também foi realizada uma mobilização em conjunto com os trabalhadores e estudantes da UFRJ.

 

No CNCL (foto), Centro do Rio,  também ocorreu mobilização do trabalhadores, com um atraso de duas horas na entrada.

Em Itaboraí-RJ, no COMPERJ, trabalhadores efetivos e terceirizados realizaram uma grande mobilização a partir de 7h da manhã, com grande adesão dos trabalhadores, além de atraso dos ter­ceirizados, com piquete de convencimento, até a chegada truculenta da polícia.

 

Em Seropédica-RJ, na UTE-BLS/BF, houve movimentação pela manhã com atraso de duas horas.

Nos prédios administrativos também ocorrem movimentações em torno da Greve Geral. A partir de 12h  foi realizada uma atividade, Aula Pública no Edise com participação de cerca de 100 pessoas: O impacto das privatizações na sua vida – Entenda porque a venda das refinarias da Petrobrás encarece o preço dos combustíveis e dos produtos em geral. No Edisen também ocorreu uma mobilização que contou com a presença dos petroleiros aposentados.

Edisen

Na Refinaria Duque de Caxias (REDUC) a movimentação acontece desde as primeiras horas da manhã deste 14 de junho com o cortes nas rendições.

Ainda pela manhã diversos movimentos realizaram um ato na Av. Francisco Bicalho até o INTO (Instituto de Ortopedia) e depois até a rodoviária Novo Rio. Os Petroleiros também colaboraram com esta ação muito importante para o dia da Greve Geral, causando impacto na Av. Brasil e Ponte Rio Niterói.

A partir das 15h, na Candelária, local da  concentração do grande ato – passeata,  os petroleiros formaram uma coluna integrada pelas federações, FNP e FUP, com dezenas de petroleiros e petroleiras, que se somaram na manifestação que  reuniu mais de 100 mil pessoas que marcharam até a Central do Brasil.

Confira o balanço dos petroleiros do Rio no #14JGreveGeral

 

Bases da FNP 

Petroleiros e trabalhadores terceirizados da Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos, área de atuação do Sindopetro-SJC, paralisaram as atividades na Petrobrás, nesta sexta-feira (14), em adesão à Greve Geral.

A forte adesão dos petroleiros à greve geral foi o carro chefe das manifestações na Baixada Santista, na manhã desta sexta-feira (14), ao parar todas as unidades operacionais da companhia na região.

Petroleiros próprios e terceirizados atenderam ao chamado do Sindipetro-LP, cruzando os braços em Cubatão, na Refinaria Presidente Bernardes,

UTE Euzébio Rocha e Terminal Transpetro Pilões, e também em Santos, no Terminal Transpetro Alemoa. Nessas bases, a adesão foi de aproximadamente 90%. Com repercussão na TV Tribuna, Portal G1 e Globo News, as mobilizações foram um dos destaques da cobertura da imprensa sobre a greve geral.

Em Belém (PA), base do Sindipetro- PA/AM/MA/AP, trabalhadores de diversas categorias e empresas que operam no Porto e no Terminal Petroquímico de Miramar da Companhia Docas do Pará (CDP) participaram da paralisação. Foi realizada manifestação na Rodovia Artur Bernardes, no Bairro de Val-de-Cans, organizada pela Frente de Luta contra as Privatizações, composta por portuários, petroleiros, movimentos populares, estudantis e outras categorias profissionais.

Na base do Sindipetro-ALSE , a sede da Petrobras, na Rua Acre, em Aracaju, ficou parada. Jovens e trabalhadores, em apoio à greve, passaram a madrugada na frente dos portões das garagens das empresas. Com a chegada da polícia na garagem da Modelo (empresa de ônibus), os manifestantes, sentados diante do portão, cantavam o hino do Brasil e entoavam palavras de ordem contra a reforma da Previdência e os cortes na educação. Nenhum ônibus da empresa circulou.

 

 

 

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