Mais uma empresa terceirizada dá calote em seus trabalhadores na Transpetro: exigimos imediato pagamento na MVS
MVS é a bola da vez
Os trabalhadores da MVS Soluções Integradas LTDA, terceirizados da Engenharia de Oleodutos da Transpetro, estão sofrendo calote. Um levantamento preliminar feito pelo Sindipetro-RJ identificou que pelo menos 17 empresas, em pouco mais de um ano, estão dando calote em seus trabalhadores. Agora, a MVS é a mais recente empresa que entra nesse hall das caloteiras, prestando serviço de Norte a Sul do país, em praticamente todos terminais e pontos onde opera a Transpetro e em sua sede. São 79 trabalhadores que estão passando o mês de setembro inteiro sem ver a cor de um real.
A epidemia de calotes no sistema Petrobrás escancara uma conivência com a precarização do trabalho. É inaceitável que a maior empresa do país, a Petrobrás e em sua subsidiária aconteçam tais abusos.
Sindipetro-RJ e FNP exigem regularização da situação
Existem mecanismos contratuais que permitem o pagamento direto pela contratante. Exigimos imediato pagamento aos trabalhadores. Chega de trabalho sem direitos e trabalho não remunerado.
O Sindipetro-RJ junto à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) não poupará esforços para que os trabalhadores tenham seus salários pagos imediatamente e apoia cada medida de luta que estes trabalhadores terceirizados adotarem. Demandaremos resposta formal da Transpetro e sua fiscalização para mais um caso de abuso de empresa contratada e convivência da Petrobrás/Transpetro.
Além do pagamento atrasado, exigimos a assiduidade imediata do pagamento nos próximos meses, bem como regularização dos demais direitos trabalhistas e pagamento retroativo dos reajustes provenientes de Convenção Coletiva de Trabalho, ainda não quitados pela empresa.
Pelo retorno do Fundo Garantidor!
Queremos o pagamento imediato pela contratada ou pela Transpetro e exigimos o imediato retorno do fundo garantidor ao Acordo Coletivo Petroleiro para que existam garantias, e partir disso, a Petrobras, a Transpetro, PBIO, TBG se responsabilizam pelos salários e direitos dos terceirizados. Somos todos petroleiros, independentemente da cor do crachá.