Trabalhadores contratados de empresas terceirizadas que prestam serviços no terminal da Transpetro, em Angra dos Reis e próprios da empresa realizaram uma mobilização, mesmo com tentativa de intimidação
Com a presença de representantes da CSP-Conlutas , o Sindipetro-RJ, representado pelos seus diretores Sergio Paes e JP Nascimento, participou na manhã de quinta-feira (26/03) de uma mobilização dos trabalhadores terceirizados e próprios no Terminal da Baía da Ilha Grande (TEBIG), em Angra dos Reis-RJ.
Mais uma vez foi denunciado o desleixo promovido pelo sistema Petrobrás em relação aos trabalhadores terceirizados, a partir de contratos operados na Transpetro e Petrobrás em todo o Brasil. São denúncias de trabalhadores que tiveram contratos suspensos ou encerrados, situação recorrente em diversas empresas contratadas.
Além disso, os terceirizados do terminal exigem isonomia salarial para com outros terminais. Sobre o TEBIG há uma denúncia sobre a demissão sumária de seis trabalhadores terceirizados que atuavam há anos na manutenção do terminal, sendo que foram substituídos por indicações através do velho conhecido processo seletivo conhecido como “QI” (Quem Indica).
Assim como no TABG, os próprios do regime administrativo do TEBIG cobram um tratamento com respeito para mudança de ênfase quando surgirem vagas para o turno, já que a reposição de efetivos é cada vez mais premente no terminal
Sem medo de brucutus e cara feia
Vale registrar, sobre o ato desta quinta, a tentativa de desmobilização da atividade sindical promovido pelo Patrimonial da Transpetro no TEBIG que convocou um número exagerado de policiais militares para intimidar os sindicalistas e os trabalhadores terceirizados. Como não temos medo de brucutus, cara feia, armas e camburões, o ato foi realizado sem maiores problemas.
Um modelo de gestão que prejudica os terceirizados
O Sindipetro-RJ critica o atual modelo de gestão pós 2015 no sistema Petrobrás que quebra as empresas terceirizadas, prejudicando os trabalhadores que são afetados por conta de atrasos e calotes. Nos últimos dois anos já são mais de 17 empresas terceirizadas que deram “gata”.
Os dirigentes do Sindipetro-RJ e os representantes da CSP-Conlutas criticaram a desvalorização tanto dos contratados como dos trabalhadores próprios com piso salarial defasado em relação às empresas do ramo do petróleo. Hoje o sistema Petrobrás entrega tudo para os acionistas e esquece de quem realmente gera o lucro pra empresa, os petroleiros.