No Rio de Janeiro e em todo o país protagonizamos as greves do primeiro semestre. Tivemos um dia de greve nacional unificada, FNP e FUP, ADM e operacional. Mas, qual foi o limite desta luta? A unidade condicionada às determinações da direção da FUP? Que acenou para a Petrobrás sua disposição de transigir no teletrabalho uma vez garantida a compensação da PLR?
Este é o momento de refletirmos e aprofundarmos este balanço para tirarmos as lições necessárias para a batalha que se avizinha. Será tema de um próximo Boletim. De qualquer forma, deixamos aqui elementos cruciais já mencionados nesta publicação para a construção da verdadeira união nacional da luta petroleira.
Ações Permanentes
– Impulsionar cada vez mais o protagonismo da FNP na busca por estabelecer bases políticas e programáticas para forjar a unidade na luta, em defesa da Petrobrás e dos petroleiros, independente do governo de plantão;
– Reforçar nossa vocação pela unidade para lutar e também de sermos ferrenhos inimigos da unidade com os patrões;
– Trazer à luz os obstáculos à unidade operados pela direção da FUP e desmascarar as narrativas diversionistas.
Alguns critérios e passos nítidos e concretos para pavimentar o caminho da união da categoria
– Independência de verdade de qualquer governo, partido ou patrão;
– Fronteiras nítidas entre os papeis antagônicos de sindicalista e gestor;
– Força da mobilização como critério para avançar ou recuar e não acordos em Petit comité com a empresa;
– Nitidez e transparência na relação com os patrões;
– Mesa única de negociação;
– Calendário unificado de lutas;
– Comando de Greve Nacional eleito nas assembleias;
– Liberdade de opinião e autonomia dos sindicatos;
– Democracia e transparência nas votações;
– Rejeitar propostas que visem o cerceamento do debate e das deliberações, bem como abstrações que deságuam na mesma política de submeter todos os sindicatos e a base da categoria à tutela dos governos e gestores;
– A partir destes entendimentos e da experiência prática da ação conjunta, construção de um protocolo que possibilite uma unificação da categoria petroleira, ou melhor relacionamento entre as federações, que reflita a representatividade, peso real, que respeite e busque combinar as tradições de funcionamento de cada federação e etc.
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