Por que é importante um esforço concentrado até 25/10 para converter votos ao Lula 13 e impedir o retorno da extrema direita à presidência
O Brasil está sob ameaça de um brutal retrocesso!
Nossa soberania, liberdades democráticas, empregos, o patrimônio do povo brasileiro – como a própria Petrobrás, da qual nos orgulhamos de seus 73 anos – estarão na lista de destruição do próximo presidente, se não convertermos alguns milhões de votos até dia 25. Senão, vejamos:
VOCÊ JÁ PAGOU O PATO
BR Distribuidora – a privatização resultou em milhares de demissões, redução drástica de salários e destruição do acordo coletivo. Com a venda da BR a Petrobrás não vende mais de forma direta ao consumidor.
RLAM (BA): Vendida a um fundo árabe com a promessa de melhorar a concorrência, acabou se tornando um monopólio privado. Resultado: o combustível na Bahia é ainda mais caro que no resto do país.
Fafen-PR: Fechada no governo Bolsonaro em 2020, gerou quase mil demissões (efetivos e terceirizados). Só reabriu em 2024 graças à luta dos trabalhadores.
Fatiar a empresa significa demissões para os terceirizados e transferências forçadas para os concursados, como já ocorreu.
O “SISTEMA”, NO QUE ELE TEM DE PIOR
É justíssima a revolta “contra o sistema” e seus políticos, mas este discurso, vindo destes representantes do setor mais parasitário e corrupto da patronal, é fake!
A mentira encobre seu verdadeiro objetivo de aprofundar os principais traços do sistema capitalista: exploração sem limites e retirada de direitos disfarçadas de liberdade, mantidas à base de ditadura, violência, racismo, machismo, LGBTfobia, corrupção e negacionismo.
Lucro para os bilionários, conta para o povo: Flávio priorizará ainda mais os acionistas e fundos de Wall Street – tudo pode piorar muito.
Desmonte do patrimônio público: O projeto do bolsonarismo no passado vendeu R$173 bilhões em patrimônio da Petrobrás, incluindo refinarias essenciais para o país; um novo governo privatizará ainda mais.
Destruição ainda mais acelerada do meio ambiente: Flávio é a candidatura oficial do agro e promete mais desmatamento, expansão de garimpos ilegais e outros danos irreparáveis sobretudo para os mais pobres.
Mais precarização e terceirização do trabalho: paralisação de concursos públicos e mais demissões, menos empregos com menos direitos.
Perda de direitos sociais: cortes profundos nos direitos dos brasileiros, continuidade da 6×1, achatamento do salário mínimo e contrarreformas trabalhista e previdenciária. Continuidade da escala 14X14 no offshore e tantos outros abusos.
UMA RESPOSTA CLASSISTA
Entretanto – não podemos deixar de alertar! -, não será remunerando nababescamente os capitalistas nem muito menos entregando petróleo, gás e terras raras para os bilionários estadunidenses que combateremos o imperialismo pela nossa Soberania.
A extrema direita teria mais dificuldade nessa eleição se as centenas de bilhões de reais que a Petrobrás distribuiu para os acionistas nos últimos governos tivessem sido investidos no país em saúde, educação, empregos, pesquisa, transição energética etc.
Tampouco será depositando nossas fichas em um governo de conciliação de classes que combateremos os setores mais reacionários do parlamento ou do Judiciário.
Ao impedir a vitória de Flávio mas não resolver problemas estruturais da vida do trabalhador – e, para isso, necessariamente se enfrentar com o Sistema, com os bancos, corporações e CPFs bilionários – e, ao mesmo tempo, não mobilizar a classe trabalhadora, a continuidade da aplicação do programa da Frente Ampla, por um lado, e o sindicalismo “amarelo”, por outro, tendem a facilitar a perpetuação da direita e a perene ameaça golpista.
Por isso é necessário apostar na mobilização da classe, na unidade para lutar e na democracia dos trabalhadores para enfrentar os futuros ataques e empurrar a extrema direita de volta para seu esgoto, seja qual for o resultado das urnas.
Reafirmando nossa independência de classe, em relação a quaisquer governos ou patrões, estivemos e estaremos na luta contra qualquer projeto de inspiração autoritária ou golpista ou ataque à classe trabalhadora brasileira, aos petroleiros, ao patrimônio do nosso povo, seja na luta da PLR, Teletrabalho, Plano de Cargos, Equacionamento da Petros, seja mesmo agora no dia 07/10, contra o Leilão da ANP, seja pela aprovação do fim da 6×1.
Para enfrentar o perigo iminente desta eleição, o Sindipetro RJ, filiado à FNP e à CSP-CONLUTAS, seguirá na linha de frente da mobilização contra a extrema direita e ampliará sua atuação junto aos petroleiros e petroleiras, próprios e terceirizados, ativos e aposentados, do Sistema ou do setor privado, bem como trabalhadores de outras categorias e população em geral, durante as próximas semanas, para alcançar a votação necessária no Lula 13 e impedir a eleição de Flávio Bolsonaro!
Para virar o jogo e derrotar a extrema direita nesta eleição,
ampliar o voto no Lula 13, sem abrir mão da independência de qualquer governo ou partido
Fique ligado nas mídias do sindicato para participar das atividades e distribuição de materiais.