PCCS: o que esperar para a próxima reunião na quinta (17/07)

Não queremos palestra ou seminário, queremos que a Petrobrás diga quais os pontos que ela aceita na proposta apresentada pelas federações petroleiras em relação a uma nova estrutura salarial. Até o momento, a empresa não apresentou nenhuma minuta  e não responde à proposta apresentada em abril FNP e FUP

A expectativa é que na próxima reunião, na quinta-feira (17/07), a empresa saia do formato “escolinha”, sendo mais assertiva no que  atenda às demandas ou que justifique suas discordâncias de fato em relação ao novo PCCS de seus trabalhadores e trabalhadoras.

Na primeira reunião, em 10/07, a empresa não apresentou proposta e não teve negociação. No encontro foi apenas apresentada a palestra de um pesquisador da Fundação Instituto de Administração (FIA), que assessorou a Petrobrás na implantação do PCR e foi contratada novamente para assessorar a Petrobrás no novo PCCS. O painel foi dividido em duas partes: “Atribuições e Cargos” e “Horizonte na Carreira”.

Estrutura Salarial: o que os petroleiros querem para o PCCS

(A) Criação de uma única tabela salarial, apontado uma isonomia para todas as carreiras em todo o sistema Petrobrás, sem divisão de regiões e unidades, sem diferenciação de níveis como “A” ou “B”, com o internível passando de 3,2% para 5%;

(B) Salário base tendo como referência o salário-mínimo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), cujo valor é de R$ 7.416,07, conforme levantamento “Pesquisa nacional da Cesta Básica de Alimentos”, de junho de 2025;

(C) Garantia do pagamento efetivo da periculosidade, desvinculando do cálculo da RMNR. Assim, assegurando que nenhum trabalhador tenha perdas salariais;

(D) Equidade no salário de homens e mulheres, o que não há ainda hoje. Isso, sem dúvida, é parte componente de uma estrutura salarial isonômica;

(E) Valorização para cargos que exigem necessidade de certificação, abrangendo neste item operadores que atuam como brigadistas ou resgatistas, para inspetores de equipamentos, ou qualquer outra atividade que necessite de certificação;

(F) Criação da carreira de fiscais de contrato, valorizando assim que lida com tamanha responsabilidade dentro do sistema Petrobrás; e

(G)  Adicional em função de graduação, especialização, mestrado, doutorado etc.

Petrobrás precisa dizer o que quer sobre o PCCS

Assim que o ACT vigente dos petroleiros, que se encerra em 31/08/25, foi assinado, o Sindipetro-RJ/FNP começou suas mobilizações, recolhendo sugestões da categoria, promovendo seminários e grupos de trabalho para formatar um novo Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), no sistema Petrobrás, como está consignado de forma evidente no atual acordo coletivo de trabalho.

É fato que a Petrobrás nunca levou a sério às cobranças para a formatação de um plano atualizado para a realidade de que é trabalhador próprio da companhia, que contenha correções e que seja isonômico e reparador. Porém, a apesar disso, os sindicatos seguiram “tocando o barco” e formataram um PCCS, e unindo as duas federações – FNP e FUP – numa proposta unificada.

A partir desta construção deixamos claro para a direção da Petrobrás o que queremos em termos de carreira para os petroleiros da companhia. Mas o RH da empresa segue aplicando sua já conhecida “escuta ativa”, seguindo um roteiro de impor de forma unilateral sua visão empresarial, não relevando o que pedem os sindicatos.

Basta de embromação, proposta de PCCS já!

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