Na terça (31), os aposentados e pensionistas da base do RJ, realizaram ato em frente à sede da PETROS
A manifestação começou às 11h e reuniu participantes em defesa do fim dos Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs) e contra a possível migração para um novo plano Petros de Contribuição Definida (CD).
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O ato deu continuidade à agenda de mobilizações, todas as terças, em rodízio entre o EDISEN (sede da Petrobrás) e a sede da Petros (Edifício Porto Brasilis no Centro da Cidade).
Os protestos só não acontecem nas primeiras terças do mês quando ocorre a Reunião Mensal de Aposentados e Pensionistas da base do Sindipetro-RJ: a próxima será no dia 07/04, às 14h, no Clube de Engenharia. Compareça!
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Perdas profundas
PEDs – Houve falas denunciando a obrigação de adesão à Petros no momento da contratação. E também criticando a repactuação de 2006, quando a Petrobrás prometeu que não haveria cobrança de déficits futuros. Hoje, todos os participantes, independentemente da adesão naquela época, sofrem com os PEDs, que foram apelidados de “assassinos”. Os manifestantes cobraram que a Petrobrás, como patrocinadora, reconheça e quite sua dívida com o Fundo, garantindo os direitos de repactuados e não repactuados, dando um fim aos PEDs.
ACTs – O impacto das mudanças promovidas pela Petrobrás ao longo dos anos, romperam a paridade entre ativos e aposentados, em desacordo com o Artigo 41 do Regulamento, que trata da isonomia salarial. Estudo contratado pela Secretaria de Aposentados da FNP analisou as perdas acumuladas nos contracheques: cerca de 44,55% para não repactuados e 38,99% para repactuados, além de defasagem superior a 4% em relação ao IPCA nos ACTs de 2019 e 2020. E os manifestantes criticaram também o ACT 2025-2027 que não contemplou as demandas dos aposentados e pensionistas.
APS – A Associação Petrobrás de Saúde (APS) surgiu no governo Bolsonaro em 2021. Na época, a gestão alegou que era para reestruturar a assistência à saúde e substituiu o modelo anterior da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), que era gerido diretamente pela Empresa. Porém, há um ano, a APS começou a cobrar saldos devedores dos beneficiários, gerando preocupação entre ativos, aposentados e pensionistas.
Migração – Os participantes do ato também deixaram bem claro que estão unidos contra a possível proposta de migração para um novo plano CD Petros. Eles reivindicam que a Petrobrás pague já a sua dívida com o PPSP-1 BD como patrocinadora e controladora do Fundo.
Discriminação – Para os manifestantes, existe discriminação da Empresa no tratamento aos aposentados e pensionistas, porque estão sendo cada vez mais prejudicados e excluídos das políticas adotadas, aguardando respostas e cumprimento de promessas que nunca chegam.
Não há tempo a perder! Vem pra luta! Compareça na Reunião Mensal, dia 07/04, siga o Sindicato nas redes sociais e acompanhe as publicações da Comunicação do Sindicato.
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