PLR 2026: entenda o que está em jogo e compareça às assembleias!

O Sindipetro-RJ convoca assembleias para deliberar sobre a proposta de PLR 2026 do sistema Petrobrás. Nesta edição estamos publicando um informe, com as datas, horários e locais dos encontros. 

 

Rejeitar as propostas de PLR das empresas do Sistema Petrobrás: é compreender a dimensão da nossa exploração, acreditar que podemos mais e provocar a necessária reflexão sobre o movimento sindical petroleiro. 

Entenda o que vão debater e deliberar as assembleias da próxima semana:

1 – A proposta é acintosa, é “troco de pinga” perto dos ganhos auferidos por corporações estrangeiras e uma parcela insignificante da riqueza produzida por cada um de nós. O papel do dirigente sindical é mostrar o que esta proposta representa e denunciar que não será enchendo os cofres de corporações estadunidenses com dividendos e leilões que vamos combater o imperialismo… Ao não compreender que a defesa de direitos é combustível para nosso exército na guerra na qual todos estamos empenhados para impedir a vitória de Flávio Bolsonaro, a FUP se esforçou para deixar a categoria em banho maria, não mobilizar por PEDs, PCCS ou Teletrabalho… e entubar a PLR. Mas o jogo tá sendo jogado e só acaba quando termina! Bora pra cima!

2 – Há recursos financeiros, tempo para negociar e mecanismos administrativos para avançar nos valores, distribuição, isonomia etc. e por isso não há por que aprová-la já, sem sequer esticar a corda. Independentemente se determinada situação nos permite arrancar muito ou pouco, um dirigente não pode cantar vitória e correr pra assinar uma coisa que semana passada era inaceitável mas que agora tá ótimo, sem melhoria significativa. 

3 – Estamos propondo que os trabalhadores das assembleias da FUP (e da FNP) rejeitem nacionalmente a proposta, possibilitando recompor a tropa após as eleições e nos prepararmos para voltar à mesa, ancorados em mobilizações, para avançar no Acordo. Rejeitar a proposta e preparar a retomada da campanha! Não saberíamos prever a amplitude que este chamado alcançará, tampouco profetizar o resultado das assembleias. O que sim temos certeza é que os trabalhadores precisam ouvir de seus dirigentes que a revolta deles é justa e que há companheiros dispostos a buscar alternativas.

4 – Não ignoramos as dificuldades postas e nos cabe também antecipar o próximo passo, caso se configure um cenário adverso e de difícil reversão. Caso a proposta seja aprovada na maioria das bases ao final das assembleias, devemos considerar a assinatura do Acordo, evitando ações isoladas, prejuízos desnecessários ou uma contenda que se arraste sem perspectivas concretas. Ao buscar a continuidade da luta em unidade nacional determinada pela base, a partir da rejeição da proposta nas assembleias, estamos cientes e seremos consequentes com o desafio proposto.

5 – Vamos fazer o debate de forma transparente nas assembleias, acompanhando o quadro nacional e em campanha pela rejeição. Propomos às assembleias do RJ:

– Aprovar o indicativo de rejeição das propostas das empresas, disputar o quadro nacional até o último voto da última assembleia e 

– autorizar a direção do sindicato a assinar o acordo, caso se configure o pior cenário, sem narrativas que transformem derrotas em vitórias e identificando o papel de cada ator.

 

 

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