Petrolífera peruana persegue sindicalistas petroleiros, aplicando suspensões e demissões arbitrárias
A Federação Internacional dos Trabalhadores do Setor Energético e Serviços Conexos da América Latina e Caribe (FITEHLYC), a qual o Sindipetro-RJ/FNP é filiado, emitiu uma nota em que expressa solidariedade e preocupação com a perseguição que está sendo feita pela PETROPERÚ contra o Sindicato dos Trabalhadores Administrativos da Petróleos do Perú (STAPP) e outras organizações sindicais locais, configurando um contexto de atropelo institucional e prática antissindical.
“Denunciamos veementemente a grave situação enfrentada pelos trabalhadores do setor de hidrocarbonetos do Peru, onde a PETROPERÚ implementou uma política de perseguição ao movimento sindical, por meio da suspensão arbitrária de cinco membros da Diretoria da STAPP e de todos os trabalhadores das diversas organizações sindicais, sem respeitar o devido processo legal”, diz trecho da nota.
Perseguição por greve
Conforme a nota pela FITEHLYC, essas sanções foram impostas em retaliação à participação desses dirigentes e trabalhadores na greve que aconteceu nos dias 21 e 22 de abril de 2025, na PETROPERÚ, afetando cinco trabalhadores.
“A FITEHLYC, rejeita categoricamente essas medidas disciplinares contra os cinco colegas, sem conceder o direito à defesa ou seguir qualquer procedimento, violando assim os princípios básicos da legalidade, da defesa e da presunção de inocência, e usando-as como uma clara prática antissindical”, afirma a federação.
Sindipetro-RJ/FNP em solidariedade classista
O Sindipetro-RJ/FNP endossa a nota da FITEHLYC, exigindo O fim da suspensão arbitrária e a reintegração de dirigentes sindicais e demais trabalhadores, além do respeito ao direito legítimo dos trabalhadores de se organizarem, manifestarem e defenderem sua soberania e seus empregos.
“Reiteramos nosso compromisso com a liberdade de associação, a democracia e a justiça social em toda a América Latina e o Caribe. Hoje, dizemos aos trabalhadores do setor de hidrocarbonetos do Peru, e em particular aos trabalhadores administrativos da Petróleos del Perú: vocês não estão sozinhos!”, conclui a nota.