Adiamento não significa cancelamento. É preciso manter a organização e a mobilização! Abril e Maio serão meses de luta para manter direitos e conquistar vitórias. Participe do próximo ato na quarta-feira (09/04)
Magda e a direção executiva da Petrobrás seguem apostando na desmobilização dos petroleiros com a jogada do adiamento da implementação do 3º dia no Teletrabalho.
Antes das mobilizações, a data para a implementação dos retrocessos era 07/04. Agora, após duas greves de 24h e com o fortalecimento do movimento que tem se unificado e se nacionalizado, a alta direção mudou a data para o dia 30/05. Trata-se sim de uma vitória, temporária e muito parcial, por isso é preciso se manter mobilizado e construir o calendário de lutas que aponta para uma nova greve.
Para o Sindipetro-RJ, a direção da Petrobrás não desistiu de impor o retrocesso do 3º dia e outros ataques à conquista do Teletrabalho e continua fechada ao diálogo. Três exemplos dessa política são:
1) Não permitir, desde o dia 09/01, que os petroleiros recém-admitidos possam solicitar Teletrabalho, inclusive as Pessoas com Deficiência (PcDs), só depois de cumprirem 18 meses de alocação;
2) Não aceitar o cancelamento do Termo para quem já tinha assinado; e
3) Negar-se a suspender o retorno forçado ao 3º dia aos que fazem consultoria, cargo exercido por quem possui expertise, e aos que possuem função gratificada.
Há ainda outros ataques, tanto para o administrativo quanto para o operacional, como o tesouraço de 30% no valor anunciado da PLR; a ausência de respostas concretas em relação às pautas de SMS e recomposição do efetivo; a recusa em pagar a dívida de mais de R$ 20 bilhões que tem com o Fundo Petros, quando os Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs) estão afetando drasticamente, principalmente, os aposentados; a omissão dos graves problemas relacionados aos terceirizados.
Trata-se de pautas que, em maioria, estão sendo apresentadas desde o início dessa gestão e que mobilizaram petroleiros de todo o Brasil na última Greve Nacional Unificada de 24h no dia 26/03.
Agora é nem um passo atrás e dois à frente!
Quando os gestores de uma empresa se recusam a enxergar a insatisfação dos trabalhadores mesmo depois de protestos, atos, atrasos e greves de 24h, continuando irredutíveis, a única saída é a greve.
Por isso, o Sindipetro-RJ realizou assembleias na sua base de ADM (EDISEN, EDIHB, Transpetro Sede e CENPES) nos dias 02 e 03/04, levando na pauta, além da não assinatura do Termo Individual, manter as mobilizações e o indicativo para a construção de uma Greve Nacional Unificada por tempo indeterminado a partir de 28/04. A aprovação foi unânime.
Ato dia 09/04
O Sindipetro-RJ convoca a participação na quarta (09) a ato, às 12h30, em frente ao EDISEN, marcando a semana de comemorações pelo Dia Nacional da Saúde (07/04).
Mobilizações devem crescer e ser fortalecidas! Abril e Maio serão de luto e lutas!
Veja o histórico da luta
– Primeiro, a Petrobrás, de forma unilateral, quebrando acordo de 2023 quando foi negociado o ACT vigente, anunciou em 09/01 mudanças no regime de Teletrabalho com o retorno ao terceiro dia a partir de 07/04.
– Houve protestos, atos-assembleias, atrasos e a formação de Comissões Locais na base do Administrativo do Sindipetro-RJ.
– A empresa convocou reunião com as Federações para informar que a medida estava mantida.
– A base do Sindipetro-RJ realizou greve de 24h no dia 26/02 com adesão histórica do ADM.
– A empresa convocou nova reunião com as Federações apenas para informar que tinha elaborado um Termo Individual e que este seria apresentado no mesmo dia (11/03) aos trabalhadores, mantendo a medida.
– Os petroleiros reagiram com uma Greve Nacional Unificada no dia 26/03.
– A empresa convocou reunião com as Federações no dia 02/04 para informar que a implementação do terceiro dia no dia 07/04 foi adiada para o dia 30/05.
– A base do ADM do Sindipetro-RJ aprovou em assembleias a não assinatura do Termo Individual e a construção de uma Greve Nacional Unificada e por tempo indeterminado a partir do dia 28/04.
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