Trabalhadores terceirizados durante quatro dias realizaram mobilizações nas unidades da Petrobrás e da Transpetro, cobrando regularização do pagamento de seus salários, benefícios das rescisões contratuais. Para a manhã de segunda-feira (14/07) está programado um ato no EDISEN, organizado pelos sindicatos que representam os terceirizados
A partir de terça-feira (08/07) foram iniciadas paralisações de advertência dos trabalhadores terceirizados da LCD, contra a falta de pagamento de salários e rescisões contratuais. As mobilizações começaram às 6h no TABG (Transpetro) e no CENPES (Petrobrás). Nesta última unidade, cerca de 100 trabalhadores da LCD fecharam uma pista lateral da avenida Horácio Macedo, na Ilha do Fundão, onde fica sediado o CENPES, tendo repercutido o ato na mídia comercial, em telejornal regional da TV Globo, no Rio de Janeiro. Já no TABG, os trabalhadores terceirizados não entraram para trabalhar no terminal. As mobilizações se repetiram ao longo da semana, sendo realizadas em sequência na quarta (09/07), quinta (10/07 e sexta (11/07), sendo todas no CENPES.
Para a LCD tem dinheiro, para os trabalhadores papo furado
O que se sabe até o momento é que em relação ao contrato com a Petrobrás, a LCD recebeu um repasse da empresa, mas até o presente momento não efetivou os pagamentos dos trabalhadores. Em relação à Transpetro a situação ainda segue indefinida, sem que o contrato fosse suspenso, como havia sido prometido.
O fato é que os trabalhadores a cada dia passam por situação de penúria pelo calote aplicado pela LCD, e as direções da Petrobrás e Transpetro se mostram inertes, sem dar uma solução.
A LCD é herdeira de contratos que eram operados pela empresa MIPE, que absorveu também os trabalhadores.
Sindipetro-RJ cobrou da Petrobrás durante reunião sobre PCCS
Ainda na quinta-feira, em reunião para discussão sobre o novo Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), do sistema Petrobrás, o Sindipetro-RJ cobrou mais uma vez a resolução para os recorrentes problemas que estão ocorrendo com empresas contratadas do sistema Petrobrás.
“É preciso acabar com essas “empresas gatas” que operam contratos no sistema Petrobrás, que são criadas para arrecadar vultosos contratos e aplicam calotes em seus trabalhadores. A Petrobrás a todo momento se diz comprometida com as premissas da Organização das Nações Unidas (ONU), aderindo ao compromisso de Responsabilidade Social, e não cuida de seus empregados, no caso os terceirizados”, disse o diretor do Sindipetro-RJ, JP Nascimento no encontro realizado no EDISEN.
O Sindipetro-RJ cobra da direção do sistema Petrobrás um maior rigor na realização de contratos de empresas terceirizadas, em que seja considerados reincidências que prejudiquem sistematicamente trabalhadores com atrasos e calotes.
Calote nos terceirizados e bolso cheio para acionista
A recorrência de atrasos e calotes aos trabalhadores está sendo naturalizada pela gestão do sistema Petrobrás. Enquanto a empresa nos últimos seis anos distribuiu mais de R$ 500 bilhões em dividendos para os mega acionistas da empresa, às custas do esforço de seus trabalhadores próprios e terceirizados, uma verdadeira exploração!