Um conjunto de movimentos sociais, sindicatos, partidos e forças políticas promoveu um ato em defesa do povo palestino no Rio de Janeiro. Ao final da mobilização foi entregue ao consulado dos EUA um manifesto condenando o massacre aos palestinos, também assinado pelo Sindipetro-RJ
A vigília de 24 horas foi ato pacífico, em que militantes e ativistas da causa se juntaram em solidariedade ao povo palestino, acampando em frente ao Consulado dos Estados Unidos a partir da tarde de terça-feira (19/08) até desta quarta-feira (20/08).
Os manifestantes se revezaram em uma programação ininterrupta que incluiu debates sobre a luta anti-imperialista, intervenções culturais e um ato ecumênico em memória dos mais de 62 mil palestinos assassinados por Israel.
Leitura dos nomes das pessoas assassinadas pela máquina de guerra israelense
Ainda na noite de terça aconteceu um dos momentos mais intensos e dolorosos da vigília, quando foi realizado um ato simbólico em homenagem às vítimas do genocídio. Foram apresentados nomes de pessoas assassinadas pelas forças sionistas entre elas, centenas de crianças, famílias inteiras apagadas, vidas interrompidas brutalmente. Ao lado dos nomes, para além das representações de bebês mortos dentro deste processo, rostos pequenos que agora são símbolo de uma barbárie que o mundo insiste em normalizar.
Segundo a organização da Vigília, esse ato não foi apenas uma homenagem, mas uma denúncia. Cada imagem exposta revelou o verdadeiro rosto de um projeto colonial que transforma hospitais, escolas e casas em alvos militares. A morte dessas crianças não é “colateral”, é estratégica é a tentativa de exterminar uma nação inteira pela raiz.
Aliada à luta pelo fim do genocídio em Gaza, os manifestantes também levantaram a bandeira da soberania nacional, denunciando que as taxações impostas pelo governo Trump e as bombas que caem sobre Gaza são armas do mesmo inimigo: o imperialismo dos EUA.
Sindipetro-RJ exige que Petrobrás suspenda negócios com Israel
Durante a Vigília, o Sindicato participou da mesa “ Quem lucra com o genocídio”, que teve diversos participantes entre eles o diretor do Sindipetro-RJ Leandro Lanfredi que fez uma abordagem sobre as relações das exportações diretas e indiretas para Israel, expondo a campanha “Nenhuma gota de petróleo para Israel”
Ainda, na sexta-feira (15/08), O Sindipetro-RJ, a FNP e a Frente Palestina foram à Petrobrás (EDISEN), no Rio de Janeiro, para entregar uma carta urgente, exigindo que a empresa interrompa imediatamente a exportação de petróleo brasileiro para Israel — denunciado como um Estado genocida. O documento foi dirigido à presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, com pedido de esclarecimentos públicos e fim da venda que financia uma máquina de guerra que mata o povo palestino.