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Enquanto a Global Sumud Flotilha segue seu destino para entregar ajuda humanitária para o povo de Gaza, sob atos de pirataria, terrorismo e sequestros de seus integrantes, promovidos por Israel, Donald Trump e seu bibelô genocida, Benjamin Netanyahu, anunciam um absurdo plano de colonização total da região
Na noite de segunda-feira (29/09), em uma coletiva de imprensa, na Casa Branca, Trump e Netanyahu divulgaram ao mundo um “plano de paz”, se assim pode ser chamado, com 20 pontos que em realidade formam um plano de rendição total e plena do povo palestino, sob o jugo e interesses sionistas.
O documento é uma síntese supremacista EUA e Israel em relação aos palestinos, mostra que cada vez mais esses dois países formam um ente só na ação genocida que extermina e tenta remover de vez uma população autóctone de sua própria terra. Da mesma forma como foi o processo de extermínio colonial estadunidense contra os povos originários na formação dos EUA.
O que diz o plano divulgado Trump e Netanyahu:
Comentários em negrito
1 – Gaza será uma zona desradicalizada e livre de terrorismo que não represente ameaça a seus vizinhos. (O que faz Israel ao assassinar mais de 66 mil e ferindo mais de 168 mil pessoas desde 7/10?)
2 – Gaza será reurbanizada em benefício do povo de Gaza, que já sofreu mais do que suficiente. (Um grande negócio para empreiteiras estadunidenses)
3 – Se ambos os lados concordarem com esta proposta, a guerra terminará imediatamente. As forças israelenses recuarão para a linha acordada para preparar a liberação de reféns. Durante esse período, todas as operações militares, incluindo bombardeios aéreos e de artilharia, serão suspensas, e as linhas de batalha permanecerão congeladas até que sejam cumpridas as condições para a retirada completa e gradual. (Israel seguirá ocupando territórios palestinos)
4 – Dentro de 72 horas após Israel aceitar publicamente este acordo, todos os reféns, vivos e mortos, serão devolvidos. (Há motivos para confiar nesta proposta, quando o Estado sionista rompeu um acordo de cessar-fogo, paralisando a troca de reféns israelenses?)
5 – Após a liberação de todos os reféns, Israel libertará 250 prisioneiros com pena de prisão perpétua, além de 1.700 moradores de Gaza detidos após 7 de outubro de 2023, incluindo todas as mulheres e crianças detidas naquele contexto. Para cada refém israelense cujos corpos forem libertados, Israel libertará os corpos de 15 moradores de Gaza. (Mais de 15 mil palestinos entre idosos, mulheres e crianças estão sequestrados e apodrecem em masmorras israelenses, a maioria detida de forma administrativa, sem processo legal)
6 – Depois que todos os reféns forem liberados, os membros do Hamas que se comprometerem com a coexistência pacífica e desmantelarem suas armas receberão anistia. Membros do Hamas que desejarem deixar Gaza terão passagem segura para os países de destino. (Isso representa a capitulação total da resistência palestina ao jugo colonial sionista)
7 – Após a aceitação deste acordo, será enviado ajuda significativa para a Faixa de Gaza. No mínimo, as quantidades de ajuda serão compatíveis com o que foi incluído no acordo de 19 de janeiro de 2025 sobre ajuda humanitária, incluindo a reabilitação de infraestrutura (água, eletricidade, esgoto), a reabilitação de hospitais e padarias, e a entrada de equipamentos necessários para remover escombros e abrir estradas. (Neste caso, os EUA e Israel admitem que neste momento estão privando o povo palestinos em Gaza de condições básicas de sobrevivência, reconhecendo o genocídio em curso)
8 – A entrada de distribuição e ajuda na Faixa de Gaza ocorrerá sem interferência de qualquer uma das partes, por meio das Nações Unidas e suas agências, e do Red Crescent (Crescente Vermelho, em tradução livre, a versão da Cruz Vermelha usada em países de maioria muçulmana), além de outras instituições internacionais não associadas a nenhuma das partes. (Atualmente, a ajuda humanitária da morte é feita por um ente privado, formado por agentes aposentados do Mossad que fazem um extermínio controlado de pessoas, assassinado em fila de distribuição de alimentos e água)
9 – A abertura do posto de passagem de Rafah em ambas as direções estará sujeita ao mesmo mecanismo implementado no acordo de 19 de janeiro de 2025. (Mecanismo que bloqueia a passagem de qualquer tipo de ajuda humanitária)
10 – Gaza será governada sob uma administração transitória temporária de um comitê palestino tecnocrático e apolítico, responsável pela gestão diária dos serviços públicos e das prefeituras para a população de Gaza. Este comitê será composto por palestinos qualificados e especialistas internacionais, com supervisão de um novo órgão internacional de transição, o “Conselho da Paz”, que será liderado e presidido pelo presidente Donald J. Trump, com outros membros e chefes de Estado a serem anunciados, incluindo o ex-primeiro-ministro Tony Blair. Este órgão estabelecerá a estrutura e administrará o financiamento para a reconstrução de Gaza até que a Autoridade Palestina conclua seu programa de reformas, conforme delineado em várias propostas, incluindo o plano de paz do Presidente Trump em 2020 e a proposta saudita-francesa, e possa retomar o controle de Gaza de forma segura e eficaz. Este órgão seguirá os melhores padrões internacionais para criar uma governança moderna e eficiente, que sirva ao povo de Gaza e atraia investimentos. (Um conselho apolítico e tecnocrata, seguindo um modelo ultraneoliberal, usurpador, presidido por Trump e Blair, este último um dos fiadores da invasão do Iraque que matou mais de dois milhões de iraquianos)
11 – Um plano de desenvolvimento econômico de Trump para reconstruir e energizar Gaza será criado por meio da convocação de um painel de especialistas que ajudaram a dar origem a algumas das prósperas cidades modernas e milagrosas do Oriente Médio. Muitas propostas de investimento bem pensadas e ideias de desenvolvimento interessantes foram elaboradas por grupos internacionais bem-intencionados e serão consideradas para sintetizar as estruturas de segurança e governança necessárias para atrair e facilitar esses investimentos que criarão empregos, oportunidades e esperança para o futuro de Gaza. (A região possui gigantescas reservas de gás e petróleo que Israel já rouba dos palestinos, é a legalização do saque)
12 – Será criada uma zona econômica especial, com tarifas e acesso preferenciais a serem negociados com os países participantes. (Trump e a extrema direita querem criar um corredor de comércio que concorra com a “Rota da Seda”, projeto de corredores de exportação da China)
13 – Ninguém será forçado a deixar Gaza, e aqueles que desejarem sair poderão fazê-lo livremente e retornar quando quiserem. Será incentivada a permanência das pessoas, oferecendo-lhes a oportunidade de construir uma Gaza melhor. (Sobrará algum palestino para contar a história do genocídio que ocorre atualmente?)
14 – O Hamas e outras facções concordam em não ter qualquer papel na governança de Gaza, direta, indireta ou de qualquer forma. Toda infraestrutura militar, terrorista e ofensiva, incluindo túneis e instalações de produção de armas, será destruída e não reconstruída. Haverá um processo de desmilitarização de Gaza sob a supervisão de monitores independentes, que incluirá a desativação permanente de armas por meio de um processo acordado de descomissionamento, apoiado por um programa de recompra e reintegração financiado internacionalmente, todos verificados pelos monitores independentes. A Nova Gaza estará totalmente comprometida com a construção de uma economia próspera e com a coexistência pacífica com seus vizinhos. (Os palestinos além de expulsos não terão qualquer papel político e autônomo, Gaza será transformada em uma nova “Puerto Rico”, com cassinos e resorts de Trump)
15 – Uma garantia será fornecida pelos parceiros regionais para assegurar que o Hamas e as facções cumpram suas obrigações e que a Nova Gaza não represente ameaça a seus vizinhos ou à sua população. (Os países árabes aliados de Israel como Catar e Arábia Saudita, entre outros serão obrigados a bancar financeiramente e logisticamente a guerra contra os palestinos que resistirem ao escárnio proposto pelos EUA e Israel)
16 – Os Estados Unidos trabalharão com parceiros árabes e internacionais para desenvolver uma Força Internacional de Estabilização temporária (ISF, na sigla em inglês) temporária, a ser imediatamente implantada em Gaza. A ISF treinará e dará suporte às forças policiais palestinas selecionadas em Gaza, e consultará Jordânia e Egito, que possuem ampla experiência na área. Essa força será a solução de segurança interna de longo prazo. A ISF trabalhará com Israel e Egito para ajudar a proteger áreas fronteiriças, junto às novas forças policiais palestinas treinadas. É fundamental impedir a entrada de munições em Gaza e facilitar o fluxo rápido e seguro de bens para reconstruir e revitalizar o território. Um mecanismo de resolução de conflito será acordado entre as partes. (E Israel pode se armas continuadamente, o país não representa o terrorismo de Estado contra outros povos?)
17 – Israel não ocupará nem anexará Gaza. À medida que a ISF estabelecer controle e estabilidade, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) se retirarão com base em padrões, marcos e prazos vinculados à desmilitarização, acordados entre IDF e ISF, os garantidores e os Estados Unidos, com o objetivo de garantir uma Gaza segura, que não represente ameaça a Israel, ao Egito ou aos seus cidadãos. Na prática, as Forças de Defesa de Israel (IDF, da sigla em inglês) transferirão progressivamente o território de Gaza que ocupam para a Força Internacional de Estabilização (ISF), conforme acordo que farão com a autoridade transitória, até se retirarem completamente de Gaza, exceto por uma presença em perímetro de segurança que permanecerá até que Gaza esteja devidamente segura contra qualquer ameaça terrorista ressurgente. (Netanyahu e o Estado sionista vão cumprir essa promessa, alguém acredita?)
18 – Caso o Hamas adie ou rejeite esta proposta, a operação acima, incluindo a operação de ajuda ampliada, prosseguirá nas áreas livres de terrorismo entregues pela IDF à ISF. (Os fuzilamentos de palestinos em filas de ajuda humanitárias vão continuar)
19 – Será estabelecido um processo de diálogo inter-religioso baseado nos valores de tolerância e coexistência pacífica, para tentar mudar mentalidades e narrativas de palestinos e israelenses, enfatizando os benefícios da paz. (Diálogo? Quando o Estado sionista dialogou com alguém?)
20 – À medida que o redesenvolvimento de Gaza avançar e o programa de reformas da Autoridade Palestina for executado fielmente, as condições poderão finalmente estar reunidas para um caminho confiável rumo à autodeterminação e à criação de um Estado palestino, reconhecido como aspiração do povo palestino. (Mais 78 anos e mortes de palestinos para isso acontecer?)
21 – Os Estados Unidos estabelecerão um diálogo entre Israel e os palestinos para definir um acordo sobre um horizonte político de coexistência pacífica e próspera. (Como dialogar sob bombardeios, massacres e genocídio?)
Solidariedade internacional com Gaza!
Na quinta-feira (02/10), o mundo inteiro se mobiliza contra o genocídio na Palestina e em apoio à Flotilha da Liberdade, que foi interceptada por Israel e teve seus tripulantes sequestrados.
No Rio de Janeiro, vamos às ruas para denunciar os crimes de Israel, cobrar que o Brasil rompa qualquer cumplicidade e mostrar que não abandonaremos o povo palestino.
Concentração: IFCS (Centro do Rio) – Largo São Francisco de Paula, 1, a partir das 16h