Ação judicial da campanha de Flávio quer silenciar sindicatos e movimentos sociais

As implicações vão além do período eleitoral: estão em jogo a liberdade de manifestação, a pluralidade democrática e o direito de organização sindical

Na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, a campanha do candidato da extrema direita à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por meio de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra dezenas de centrais sindicais, federações, movimentos sociais e entidades estudantis que estão se posicionando na campanha eleitoral.

Entre os alvos está a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), historicamente ligada à luta em defesa dos direitos da categoria, da Petrobrás pública e dos interesses da classe trabalhadora e os secretários-gerais da FNP, Eduardo Henrique e Adaedson Costa, que foram incluídos no polo passivo do processo.

Sob a alegação de combater supostos abusos de poder, a campanha de Flávio Bolsonaro solicita medidas que atingem diretamente a liberdade de expressão, a atuação sindical e a participação política das organizações de trabalhadores.

A iniciativa representa uma grave tentativa de intimidação de organizações que atuam legitimamente na defesa dos direitos dos trabalhadores e participam do debate político nacional.

A FNP e seus sindicatos filiados têm uma trajetória histórica de mobilização em defesa dos petroleiros, contra a privatização da Petrobrás e de outras empresas estatais e em defesa dos direitos da classe trabalhadora. A tentativa de restringir a manifestação dessas organizações atinge não apenas suas direções, mas também o direito dos trabalhadores de se organizar, expressar suas posições e participar da vida política do País.

A defesa da liberdade sindical e de expressão é fundamental para impedir que instrumentos judiciais sejam utilizados para intimidar entidades representativas e restringir sua atuação política. A participação dos sindicatos no debate público é parte do exercício democrático e não pode ser tratada como motivo para silenciamento ou perseguição.

A FNP e o Sindipetro-RJ reafirmam a importância da organização independente da classe trabalhadora e da mobilização em defesa dos direitos sociais e sindicais, da democracia e de uma Petrobrás 100% estatal, sob controle dos trabalhadores. A defesa dessas pautas exige unidade, participação e autonomia dos movimentos sociais e das organizações sindicais diante dos projetos políticos em disputa.

Todos ao grande ato, sábado (24), em Copacabana. Barraca do Sindicato a partir das 9h no canteiro central entre a rua Prado Júnior e a Av. Atlântica. Siga o balão do Sindicato e o fumacê laranja!

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