Até onde vai a hipocrisia de Castello Branco?

Marcado por ser, talvez, o presidente da história da Petrobrás que menos entende da empresa, Castello Branco não cansa de se superar quando o assunto é hipocrisia. As imensas lacunas entre seu discurso de salvador da Petrobrás e a prática, do homem que sonha em privatizar a empresa e acelera ainda mais o desmonte iniciado por seus antecessores, só se aprofundam.

Numa visita à Universidade Petrobrás (UP), que só tem perdido status e espaço cada vez mais, Castello Branco fez o papel de interessado na atuação estratégica da UP e falou sobre o “reposicionamento” da Universidade como se fosse um plano totalmente alinhado aos reais interesses da categoria.

O fato é que a UP, a cada reestruturação da companhia, vem perdendo profissionais especializados, reduzindo seu quadro e caminha para distribuir seus especialistas pela empresa. A diáspora que se promove vai contra qualquer estratégia de manter, desenvolver e disseminar as competências técnicas únicas que nosso cenário atual tanto preconiza e que a UP promove desde os primórdios na Petrobrás. É a única gerência da empresa que leva o nome da Petrobrás!

Desenvolver as competências críticas e uma cultura de alto desempenho para atender aos novos desafios da companhia deveria ser um objetivo real e não um discurso de encomenda para viabilizar a verdadeira missão do senhor Castello Branco aqui dentro: reduzir e privatizar a Petrobrás.

 

Versão do impresso Boletim CXXVIII

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